27 de Maio de 2012
Em comunicado, jornal pediu desculpas e explicou que não publica fotos de mulheres
Um jornal judeu ortodoxo de Nova York, nos Estados Unidos, removeu a imagem da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, da famosa foto mostrando os instantes de apreensão das autoridades americanas que acompanhavam a operação que matou o terrorista Osama bin Laden. A fotografia apareceu em jornais do mundo inteiro.
Representantes do Ber Tzitung, baseado no bairro do Brooklin, explicaram ao The Washington Post que faz parte de sua política editorial não estampar fotografias de mulheres por motivos religiosos. Em um comunicado oficial, a publicação se desculpou dizendo que “lamenta se [a edição da imagem] for vista como ofensiva”.
Segundo o The Jewish Week, outro jornal da comunidade judaica de Nova York, o Ber Tzitung não estampa fotografias que incluam mulheres por que considera que a imagem poderia ser “sexualmente sugestiva”.
A foto original, feita na Casa Branca no exato momento em que a operação do Exército americano ocorria no Paquistão, mostra Hillary no centro da mesa de onde as autoridades monitoravam a investida contra Bin Laden, levando a mão sobre a boca em uma reação de nervosismo.
Além da secretária de Estado, a diretora da agência antiterrorista americana, Audrey Tomason, que estava de pé no fundo da sala, também foi apagada digitalmente da foto original.

Foto original da Casa Branca mostra a tensão durante a investida que matou Osama bin Laden (Foto: Pete Souza/01.05.2011/Casa Branca/AFP)
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