11 de Fevereiro de 2012
Militante dos direitos humanos, foi acusada de ser "inimiga de Deus"

Uma jornalista e militante dos direitos humanos iraniana presa desde dezembro do ano passado foi acusada neste sábado (4), durante o julgamento, de ser "inimiga de Deus", o que pode ser punido com a pena de morte segundo a lei islâmica em vigor no Irã.
Shiva Nazar-Ahari, de 26 anos, "foi julgada sob a acusação de 'moharebeh' (inimiga de Deus), conspiração contra a segurança nacional, propaganda contra o regime e perturbação da ordem pública", segundo o advogado da jornalista, Mohamad Sharif.
A audiência deste sábado foi a última antes do veredicto, segundo Sharif, que disse não ser pessimista sobre o fim do processo.
Nazar-Ahari é acusada principalmente de ter vínculos com a organização 'Mujahedines do Povo', principal movimento de luta armada contra o regime de Teerã, mas ela negou categoricamente a acusação, segundo o site reformista Kaleme.com.
Desde a revolução islâmica de 1979, Teerã, capital do Irã, executou muitos opositores com base na acusação de "inimiga de Deus".Nazar-Ahari foi detida pouco depois da polêmica reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad em junho de 2009, que provocou uma onda de manifestações em todo o país.
Após três meses, a jornalista foi liberada sob fiança, mas voltou a ser presa em dezembro, quando pretendia comparecer ao funeral do grande aiatolá Hosein Ali Montazeri, que foi um seguidor do aiatolá Khomeini antes de virar um símbolo da resistência ao poder.
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