27 de Maio de 2012
Os profissionais do jornal teriam pagado oficiais para obter informações privilegiadas

Cinco jornalistas do tablóide The Sun, um policial, um militar e uma funcionária do Ministério da Defesa foram presos neste sábado (11) na Grã-Bretanha, após investigações sobre subornos dados à polícia e a funcionários públicos.
A News Corporation, o grupo de Rupert Murdoch ao qual pertence o tabloide The Sun, confirmou que cinco das oito pessoas presas eram funcionárias do jornal.
A companhia afirmou que Murdoch "assegurou pessoalmente" que o The Sun não terá o mesmo futuro do jornal News of the World, que foi fechado em julho em meio a um escândalo envolvendo escutas ilegais.
Os funcionários do Sun presos foram o editor-assistente, Geoff Webster, o editor de imagem, John Edwards, o chefe de reportagem, John Kay, o chefe dos correspondentes internacionais, Nick Parker, e o repórter John Sturgis, informou a News International, subsidiária britânica da News Corporation.
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Um funcionário do Ministério da Defesa, um membro das Forças Armadas e um policial também foram presos por detetives após a acusação de que jornalistas teriam pagado oficiais para obter informações, indicou a polícia.
Em um e-mail enviado aos funcionários da empresa, o diretor-executivo da News International, Tom Mockridge, afirmou que a companhia estava enfrentando "seu maior desafio".
- Vocês precisam saber que hoje recebi pessoalmente a garantia de Rupert Murdoch sobre seu total compromisso em continuar a dirigir e publicar o jornal The Sun.
Informações da mídia local dão conta de que Murdoch viajará à Inglaterra no fim da semana, mas não houve confirmação da News International.
O diretor do Sun, Dominic Mohan, disse estar "chocado" com as prisões, mas acrescentou que estava determinado em "continuar dirigindo o Sun em meio a esses tempos difíceis".
As prisões ocorrem algumas semanas depois de outros quatro atuais e ex-jornalistas do Sun terem sido presos e libertados após pagamento de fiança por acusações semelhantes.
Murdoch, nascido na Austrália, comprou o Sun em 1969, vendendo cerca de 2,5 milhões de cópias diárias de uma publicação especializada em sexo e escândalos envolvendo celebridades.
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