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publicado em 07/12/2010 às 13h40:

Justiça britânica nega liberdade a criador do WikiLeaks

Julian Assange não conseguiu sair mediante fiança; ele é acusado de estupro na Suécia

Do R7

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O criador do polêmico site WikiLeaks, o australiano Julian Assange, continuará preso em Londres. O Reino Unido negou nesta terça-feira (7) o pedido feito pelo jornalista de liberdade mediante fiança. Ele foi preso a pedido da justiça sueca, que o acusa de abuso sexual, e deve ficar detido até o dia 14 de dezembro, conforme decisão da Justiça britânica.

Você acha que Assange é herói ou vilão?

Saiba mais sobre o jornalista

Assange havia se entregado à polícia horas antes. O criador do site WikiLeaks, que vazou documentos secretos sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque, é acusado por autoridades suecas por coerção e molestar sexualmente duas pessoas. Ele era procurado pela Interpol (polícia internacional), após a Suécia pedir sua prisão. Assange também responde a uma uma acusação de estupro. Todos os crimes teriam ocorrido em 20 de agosto.

Um juiz de primeira instância do tribunal de Westminster, no centro de Londres, negou nesta terça-feira seu pedido de liberdade sob fiança. Um grupo de seis pessoas - que inclui o jornalista John Pilger, o cineasta Ken Loach e a socialite Jemima Khan - chegou a oferecer uma fiança de aproximadamente R$ 53 mil (20 mil libras) pela libertação de Assange, segundo o jornal britânico The Guardian. Mas o juiz recusou a oferta, alegando ter motivos para acreditar que ele não compareceria ao tribunal quando convocado.

O criador do WikiLeaks nega que tenha cometido um ato ilegal e diz que é vítima de perseguição política. Na última semana, o site criado pelo jornalista australiano de 39 anos divulgou mais de 250 mil correspondências diplomáticas dos Estados Unidos, causando constrangimento a várias personalidades políticas.

Ao mesmo tempo em que Assange foi preso, internautas lançaram um ataque ao site PayPal, que se recusou a continuar recebendo doações para o site, informou o jornal britânico The Guardian. Outro alvo de ataques massivos na internet é o banco suíço PostFinance, que congelou a conta do jornalista.

Os esforços de autoridades para retirar o site do ar tampouco estão dando muito resultado. Com provedores em vários países, logo que uma página é proibida, o WikiLeaks reaparece em outro lugar. Há também os “clones” do site, que ajudam a disseminar seu conteúdo. Até esta segunda-feira (6) eram mais de 500 páginas do gênero.

Assange, classificado como um “anarquista” e “irresponsável” pelo Departamento de Estado americano, tem 39 anos e é australiano.

Ele deixou de ter um endereço residencial quando seu projeto inovador começou a fazer barulho, em 2006. Vive de aeroporto em aeroporto, fica na casa de amigos, esconde-se em hotéis obscuros e aluga apartamentos comuns em uma dúzia de países.


 
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