Ammar Awad/ReutersMahmoud Abbas realizou um discurso nesta quinta-feira (5) na Cisjordânia no qual anunciou que está fora das próximas eleições presidenciais para a Autoridade Nacional Palestina
27 de Maio de 2012
Mahmoud Abbas disse que está frustrado com bloqueio do processo de paz
O líder palestino Mahmoud Abbas, de 73 anos, não se apresentará às eleições para a presidência da Autoridade Nacional Palestina (ANP), devido à sua frustração com o bloqueio do processo de paz, informou uma nota oficial. Abbas também realizou um anúncio oficial pela TV, como mostrou a rede CNN.
As eleições estão marcadas para de 24 de janeiro de 2010. O grupo radical islâmico Hamas, que participou das eleições de 2005, já comunicou que não aceita a convocação eleitoral.
O Hamas domina a faixa de Gaza, uma das regiões na qual as pessoas puderam votar em 2006. Outros locais nos quais a votação ocorreu foram a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.
Abbas é o presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) desde 2004 e se tornou presidente da ANP na eleição de 2005. Ele pertence à agremiação palestina Fatah.
Dirigentes da OLP, no entanto, ressaltaram seu apoio a Abbas como candidato, informou o secretário-geral do Comitê Executivo da OLP Yasser Abed Rabbo.
Abbas já havia sinalizado que anunciaria hoje que não ia ser candidato, por isso seus simpatizantes fizeram o apelo para que ele mudasse de idéia.
Nos últimos dias a questão das colônias judaicas mobilizou o debate sobre a possível reabertura das negociações de paz. Israel propôs aos palestinos o reinício das conversas com a proibição de novos assentamentos.
No entanto, os palestinos só aceitam voltar a conversar caso os assentamentos sejam completamente congelados. A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, foi cobrada pelos palestinos por uma possível mudança de posição dos Estados Unidos sobre o tema, com uma suposta maior flexibilidade para o lado israelense.
Hillary negou uma mudança de posição e disse de que o início da negociação não deve estar condicionada à questão.
O primeiro-ministro de Israel, o conservador Binyamin Netanyahu, chegou a pedir que os palestinos “voltem à razão” para reativar as negociações.
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