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publicado em 29/08/2012 às 05h07:

Livro de soldado americano põe em dúvida
como Osama morreu

Discurso da Casa Branca é conflitante em relação à publicação de ex-militar

Do R7, com agências internacionais

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O aguardado livro No Easy Day: The Firsthand Account Of The Mission That Killed Osama Bin Laden (Um dia nada fácil: o primeiro relato da missão que matou Osama Bin Laden, em tradução livre), do ex-soldado americano da Marinha Matt Bissonette (que usou o pseudônimo Mark Owen na publicação), ainda não foi lançado, mas já traz uma polêmica: como o terrorista Osama Bin Laden morreu? O relato do ex-militar já rende dúvidas acerca dos últimos momentos do homem mais procurado do mundo.

Segundo Owen, o grupo de elite da Marinha (conhecido como SEAL) que participou da operação encontrou Bin Laden desarmado e já morto, com uma bala na cabeça, quanto os soldados adentraram o quarto do terrorista na casa onde ele vivia em Abbottabad, no Paquistão.

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A versão oficial do governo dos Estados Unidos, divulgada na época, em 2011, dá conta que Bin Laden estava armado e resistiu à prisão.

Em trechos do livro, que será lançado no dia 4 de setembro nos EUA, o ex-soldado relata como o grupo esteve próximo de capturar o terrorista com vida, mas antes de ser pego Bin Laden teria optado por dar fim à própria vida.

- Estávamos a menos de cinco passos de chegar ao topo (da escada) quando ouvi tiros suprimidos , “Bop Bop". Eu não poderia dizer da posição onde estava se os tiros acertaram o alvo ou não. O homem desapareceu no quarto escuro.

A cena que os militares americanos viram a seguir foram a de mulheres sobre o corpo de Bin Laden, que usava uma camiseta sem mangas branca, calças soltas e uma túnica, de acordo com o livro. O ferimento que matou o terrorista não foi dado pelos soldados, insiste o autor, dando a entender que o desfecho real não condiz com o que foi divulgado pelo governo americano.

- Sangue e (pedaços de) cérebro se espalharam para fora do crânio. Ele ainda estava se contorcendo e tendo convulsões (quando chegamos).

Owen revela ainda que ele e outro soldado miraram no peito de Bin Laden e dispararam várias vezes. As balas atravessaram o corpo, que ficou inerte no chão. O passo seguinte foi confirmar a identidade do terrorista, o que foi feito após o interrogatório das mulheres que estavam no quarto.

Esta versão contradiz também a missão dada aos soldados, já que um advogado do Pentágono teria alertado que tudo deveria ser feito para que tudo não parecesse um assassinato. A instrução, segundo Owen, era clara: “Não ensinarei a você como fazer seu trabalho. O que estamos dizendo é que se ele não for uma ameaça, você irá detê-lo”.

Havia armas no quarto de Bin Laden, mas nenhuma delas estava preparada para ser utilizada. O livro deixa claro que não houve nenhum tiroteio de 40 minutos, ou que o terrorista teria tido tempo de encarar os seus captores. A publicação pontua ainda o fato de que os soldados estavam certos de que o presidente Barack Obama iria tirar vantagem da morte de Bin Laden e seria reeleito.

Procurado, o porta-voz da Casa Branca Tommy Vietor preferiu não comentar os trechos divulgados do livro.


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