EFEO presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti, que decidiu se afastar do governo durante a reta final do processo eleitoral no país
27 de Maio de 2012
Presidente golpista anunciou renúncia temporária entre 25 de novembro e 2 de dezembro
O Brasil declarou que não vai reconhecer as eleições presidenciais de Honduras. Zelaya foi deposto do cargo em 28 de julho por militares, voltou escondido ao país e está abrigado na embaixada brasileira desde 21 de setembro.
O ministro da Presidência, Rafael Pineda, informou em entrevista coletiva que Micheletti oficializou na noite de ontem, em reunião com o Conselho de Ministros na Casa Presidencial, seu afastamento temporário das atividades públicas pelas eleições do próximo domingo.
- O senhor presidente oficializou sua decisão de retirar-se da atividade pública até 2 de dezembro.
O Conselho de Ministros ficará "em alerta permanente para atuar imediatamente caso necessário", acrescentou, e indicou que Micheletti se reintegrará se julgar necessário.
Pineda reafirmou que o presidente interino decidiu se afastar para que "as eleições possam realizar-se tranqüilas, transparentes, pacíficas, sob a coordenação constitucional do Tribunal Supremo Eleitoral, sem que se presuma sequer remotamente que pode haver uma influência de outra natureza".Ele reiterou que o governante "realiza um afastamento temporário de sua função pública”.
- Não se trata de uma permissão, nem de férias, nem de uma ausência por doença, nem de uma renúncia.
Micheletti está no cargo por determinação do Parlamento, que substituiu a Manuel Zelaya depois de um golpe de Estado dia 28 de junho passado.
O golpista, que anunciou sua decisão na semana passada, "simplesmente deixará suas aparições públicas, estará em algum lugar fora da Presidência da República", insistiu o ministro.
Pineda explicou que à revelia de Micheletti o Conselho de Ministros poderá reunir-se "para assuntos da administração corrente" sob a coordenação sua e de seu colega de governo, o ministro do Interior, Oscar Matute.
Zelaya já afirmou que a retirada temporária de seu rival é uma manobra para "enganar bobos" e que "ele confessa claramente com sua posição que ele é uma mancha para a democracia".
A comunidade internacional advertiu que se não se restitui a Zelaya não reconhecerá as eleições, que são respaldadas pelos Estados Unidos e Panamá.
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