27 de Maio de 2012
País enfrenta novo dia de protestos e ao menos 30 já morreram
Militares do Egito fecharam acesso a pirâmides com tanques e veículos blindados, de acordo com informações da agência de notícias Associated Press. O país enfrenta um novo dia de protestos violentos, que já mataram ao menos 30 pessoas.
A região de Giza, que costuma ficar lotada de turistas interessados nos impressionantes monumentos do Egito Antigo, está sendo bloqueada.
Segundo a Reuters, a televisão estatal do Egito informou que saqueadores invadiram o Museu Egípcio, no Cairo, durante os protestos e destruíram duas múmias antigas.
O museu, que tem a maior coleção do mundo de antiguidades faraônicas, fica ao lado da sede do partido de Mubarak NDP, que os manifestantes incendiaram ontem. O local abriga dezenas de milhares de objetos em suas galerias e câmaras, incluindo a maioria da coleção de Tutankamon King.
O arqueólogo Zahi Hawass, presidente do Conselho Supremo de Antiguidades, disse que se sentiu "profundamente triste" ao chegar de manhã ao museu.
A Reuters informa ainda que a bolsa do Egito será fechada amanhã. A decisão tomada pelo regulador financeiro do país vem após a forte queda do mercado nos últimos dias.
Recolher
O toque de recolher decretado nas cidades egípcias do Cairo, Alexandria e Suez foi expandido, começando às 16h (11h em Brasília) e terminando às 8h (3h em Brasília), informou neste sábado a televisão estatal.
Mais cedo, o exército egípcio, mobilizado para ajudar a polícia na contenção dos manifestantes, alertou as pessoas e pediu que obedecessem ao toque de recolher, segundo um comunicado publicado pela agência oficial Mena.
Até este momento, o toque de recolher vigorava entre as 18h (13h em Brasília) e as 7h (2h em Brasília).A medida continuará nas mesmas cidades: Cairo, Alexandria e Suez. Por causa da situação política no Egito, a inauguração da Feira Internacional do Livro do Cairo, que contaria hoje com a presença do presidente egípcio, foi adiada, tal como informaram fontes oficiais.
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