O ministro da Fazenda do Chile, Andrés Velasco Brañes, negou as estimativas da companhia americana de avaliações Eqecat, segundo a qual os prejuízos causados pelo terremoto de sábado equivaleriam a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
- É uma cifra dada a partir do estrangeiro por uma empresa que tem um modelo puramente teórico, sem nenhuma informação de terreno. Nós vamos construir as cifras diretamente das pessoas afetadas, das empresas e dos bairros, e isso não se faz em 24 horas.
De acordo com as previsões da Eqecat, o abalo sísmico que afetou dois milhões de pessoas e deixou mais de 700 mortos poderia custar ao Chile de R$ 27 bilhões a R$ 54 bilhões (US$ 15 bilhões a US$ 30 bilhões), o que contabilizaria entre 10% e 15% PIB.
Em entrevista à rádio Cooperativa, Velasco Brañes pediu tranquilidade e assegurou que há recursos suficientes para ajudar as pessoas necessitadas, e que a Lei do Orçamento considera a eventualidade de gastos especiais.
- Em uma emergência tão grande como esta, onde muita gente perdeu tudo o que tinha e suas casas ficaram destruídas, o principal norte do que o governo está fazendo é ajudar as pessoas. E nisso contamos com recursos e temos os mecanismos legais que nos permitem fazer pagamentos e gastos extraordinários.
Velasco Brañes, que é o ministro mais bem avaliado pelos chilenos, com 61% de aprovação popular, afirmou também que o dinheiro será enviado primeiro aos locais em que houver mais necessidade.