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27 de Maio de 2012

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publicado em 02/09/2010 às 17h24:

Moçambique vive segundo dia de
protestos violentos contra alta de preços

Polícia teria usado balas de verdade para dispersar multidão; pelo menos quatro morreram

Reuters


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Manifestantes bloquearam ruas com pneus em chamas e saquearam lojas nesta quinta-feira (2) em Maputo, capital de Moçambique, no segundo dia de violentos protestos causados pelo aumento dos preços da água, energia e pão.

Fontes policiais e hospitalares disseram na quarta-feira que seis pessoas morreram, inclusive duas crianças, por causa de disparos de policiais contra manifestantes, nos piores distúrbios desde 2008 nesta ex-colônia portuguesa de 23 milhões de habitantes.

Oficialmente, a polícia diz que quatro pessoas morreram, inclusive as duas crianças.

As mobilizações foram convocadas por mensagens de texto e emails, após os anúncios dos aumentos de preços. A água e a eletricidade tiveram alta em torno de 13%, e o preço do pão subirá 30%, neste que é um dos países mais pobres do mundo e nunca se recuperou totalmente de uma das mais sangrentas guerras civis da África (1976-92).

Número de mortos pode subir

O ministro do Interior, José Pacheco, disse que o governo está tentando identificar a origem dos protestos, que começaram a ser convocados na terça-feira, e negou qualquer ordem para atirar.

Outros policiais graduados disseram, no entanto, que em alguns lugares a polícia usou munição real depois de ficar sem balas de borracha. Cidadãos também disseram ter visto disparos de munição real.

Embora oficialmente o saldo seja de quatro mortos, fontes da polícia e dos hospitais disseram que pelo menos seis pessoas morreram. A STV relatou dez mortes, cerca de 140 prisões, 27 feridos com gravidade e 32 saques a lojas e bancos.

Esses são os piores incidentes no país desde 2008, quando seis pessoas morreram em protestos contra o custo dos preços de combustíveis. Na época, o governo aceitou reduzir o preço do diesel usado nos "chapas" (vans de transporte coletivo).


 
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