27 de Maio de 2012
Julgamento começou pela manhã e o ex-presidente estava deitado em uma maca

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak passou o primeiro aniversário de sua renúncia diante do tribunal que o julga por seu suposto envolvimento no massacre de manifestantes durante a Revolução de 25 de Janeiro.
Segundo os meios de comunicação estatais, a sessão do julgamento começou às 10h (6h de Brasília) e dela participaram o próprio Mubarak, deitado em uma maca, e os demais acusados: seus dois filhos, Alá e Gamal, o ex-ministro do Interior Habib al Adli e seis de seus assessores.
Durante a audiência deste sábado (11), a corte escutou os argumentos da defesa de um dos colaboradores do ex-ministro.
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O advogado da acusação, Ashraf Atua, disse à Agência Efe que a defesa sustentou que seu cliente não participou de nenhum ato de violência e acusou estrangeiros de participar do massacre de manifestantes durante a revolução.
- O advogado defensor deu como exemplos os distúrbios recentes e os considerou como uma prova da inocência de seu cliente.
Ashraf ainda apontou quais seriam as obrigações das autoridades de segurança.
- Proteger o país de qualquer interferência estrangeira que possa prejudicar a segurança nacional no Egito e, se é verdade que há partes estrangeiras, deveriam ser detidas e processadas.
Vários grupos revolucionários, sindicatos e estudantes convocaram para hoje uma greve geral em todo o país, que está tendo pouca adesão, para protestar contra a Junta Militar que sucedeu Mubarak após sua renúncia há um ano.
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