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publicado em 06/12/2009 às 06h05:

Nacionalização do gás pôs Bolívia em choque com Brasil

Dependente do produto, Brasil foi surpreendido com ocupação militar da Petrobras em 2006

Maurício Moraes, do R7

Em maio de 2006, o governo brasileiro foi surpreendido pela ocupação de soldados do Exército boliviano em uma refinaria da Petrobras na Bolívia. A ação fazia parte do programa de nacionalização do gás do então novo presidente Evo Morales.

A nacionalização do gás foi o aumento de participação do governo boliviano na receita das empresas estrangeiras que exploravam o produto de maneira pouco regulada no país. A Petrobras acabou aceitando as novas regras, que diminuíram drasticamente o lucro das multinacionais. Já o presidente Lula foi duramente criticado pela oposição, que queria uma posição mais forte do Brasil.

O Brasil sentiu o baque da nacionalização porque era (e ainda é) dependente do gás boliviano. O país é o principal comprador do combustível, que por sua vez é a principal fonte de riqueza na Bolívia. Uma alta no preço do gás e a ameaça de desabastecimento colocou em pânico empresários brasileiros.

A ocupação da refinaria da Petrobras com tropas militares também irritou o governo e foi vista como uma provocação de Morales.

Depois da bonança, dificuldades no setor

Até 2019, por contrato, a Bolívia tem garantida a compra de 24 milhões de m³ de gás por dia por parte do Brasil. Com a nacionalização, no entanto, os brasileiros buscaram outras fontes de energia e, após as descobertas de petróleo na camada do pré-sal, as compras de gás da Bolívia no futuro serão cada vez menores.

Por isso um dos principais desafios de Morales é aumentar o número de compradores e aumentar os investimentos na estatal YPFB (depois da desconfiança dos investidores com o governo). A Petrobras, que é a maior empresa da Bolívia, chegou a anunciar investimentos de US$ 1 bilhão nos próximos anos, mas pouco saiu do papel.

O país viveu anos de bonança, com a alta dos preços do gás e do petróleo nos últimos anos. Cresceu em média 4,5% nesse tempo. Mas o estouro da crise econômica mundial em setembro de 2008 fez os preços caírem até pela metade. O país tem se recuperado bem, mas o gás ainda continua a ser uma grande questão para os bolivianos.

 
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