27 de Maio de 2012
Candidato quer chegar antes dos chineses, mas é ridicularizado por rivais em debate
O pré-candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Newt Gingrich, prometeu nesta quinta-feira (26) que, se eleito, irá construir uma base espacial americana na Lua até o fim de um hipotético segundo mandato.
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Gingrich defendeu sua proposta para reativar o lançamento de espaçonaves americanas durante o debate presidencial desta quinta-feira na Flórida, um dos principais pontos de lançamento de foguetes no país. O republicano, que foi ridicularizado por seus concorrentes, promete que, se for eleito, irá investir em voos comerciais para o espaço, missões de explorações para Marte e na construção de uma base na Lua até 2020.
Antes, Gingrich já havia anunciado seu plano grandioso para uma plateia de trabalhadores demitidos de Cabo Canaveral na quarta-feira (25), na Flórida, de onde a Nasa (agência espacial americana) lançava boa parte de seus satélites e ônibus espaciais.
No debate, Gingrich se aprofundou sobre o tema. Segundo ele, a ideia não é “colonizar a Lua”, mas sim manter uma base permanente e evitar que os chineses “cheguem lá primeiro”.
- Eu não quero colonizar a Lua. O custo disso seria de bilhões, senão trilhões [de dólares]. O que eu quero é um americano na Lua antes que os chineses cheguem lá primeiro.
De acordo com o candidato, o plano é incentivar a participação do setor privado para impulsionar a pesquisa espacial, inclusive criando voos turísticos para o espaço. Ele comparou o investimento que faria aos esforços para impulsionar o setor aeroviário durante os anos 1930, e defendeu que o empreendimento não seria um ônus para o país.
- Investimentos estatais e privados não são necessariamente incompatíveis. Muitos dos avanços na aviação aconteceram por causa de prêmios. Eu gostaria de ver muito mais dinheiro que é investido no setor privado servindo para encorajar novas descobertas. Se nós tivéssemos uma série de objetivos e nos preparássemos para oferecer prêmios para quem atingi-los, temos todas as razões do mundo para acreditar que temos pessoas nesse país e no resto do mundo que colocariam uma enorme quantia de dinheiro e fariam a região [de lançamentos de foguetes] borbulhar com oportunidades.
Os planos de Gingrich foram duramente criticados por seus rivais durante o debate na Flórida. O favorito da campanha republicana, Mitt Romney, defendeu que o setor privado não deve participar do programa espacial americano. No entanto, ele tropeçou ao mencionar que iria demitir pessoas, num momento em que o desemprego nos EUA continua a níveis alarmantes.
- Fui empresário durante 25 anos, e se um executivo da minha empresa chegasse comigo e dissesse que quer investir alguns bilhões de dólares para colocar uma colônia na Lua, eu diria: “você está demitido!”.
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Já o congressista do Texas, Ron Paul, afirmou que o país “não precisa de um programa espacial maior” e que “a saúde e outras coisas merecem muito mais prioridade do que ir até a Lua”.
- Eu não acho que nós precisamos ir à Lua. Acho que talvez nós devêssemos mandar alguns políticos para lá às vezes.
De acordo com o jornal americano The New York Times, o fascínio de Newt Gingrich pela Lua data de bem antes de sua campanha para receber a indicação do Partido Republicano à presidência. Em seu romance de ficção científica Renew America (Renovando os EUA, em tradução livre), de 1995, Gingrich fez uma previsão de que "luas de mel na Lua serão moda em 2020".
* Colaborou Caio Proença, estagiário do R7
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