R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

27 de Maio de 2012

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Internacional/Notícias

Icone de Internacional Internacional

publicado em 07/10/2010 às 21h00:

Nobel de Literatura elogia democracia
no Brasil e critica Cuba e Venezuela

Peruano Vargas Llosa vê progressos na política da América Latina

AFP


Publicidade

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura 2010, apresentou um panorama otimista da América Latina, ao elogiar governos de esquerda da região, como o do Brasil, "que respeitam a democracia".

Ele afirmou também que a "corrente autoritária e antidemocrática" de países como Cuba e Venezuela está "de saída", na primeira entrevista concedida desde o anúncio do prêmio, nesta quinta-feira (7), em Nova York.

- Hoje temos muito menos ditaduras, temos governos de direita e de esquerda que são democráticos.

Vargas, que atualmente mora nos Estados Unidos, concedeu a entrevista coletiva em inglês e espanhol.

- Governos de esquerda, como o do Brasil e o do Chile [...], e como o governo uruguaio, são governos de esquerda que respeitam a democracia e que, inclusive no campo econômico, promovem políticas liberais. E acho que isso é um grande progresso. Temos, também, governos de direita democráticos no Chile, na Colômbia, no Peru.

Mas o escritor criticou Cuba e Venezuela.

- O que não é um progresso é que ainda tenhamos Cuba, tenhamos a Venezuela, e minha impressão é que esta corrente autoritária e antidemocrática está de saída. Cada vez há menos apoio, menos respaldo popular, como se viu nas eleições venezuelanas.

Em suas declarações à imprensa, o escritor peruano, de 74 anos, disse que se manterá fiel à defesa da liberdade e da democracia em suas obras futuras.

- Vou continuar escrevendo sobre as coisas que mais me estimulam. Vou continuar defendendo as ideias que tenho: a defesa da liberdade, da democracia, da opção liberal e as críticas a todas as formas de autoritarismo.

Escritor achou que telefonema fosse uma brincadeira

Vargas Llosa também fez uma defesa entusiasmada do papel que os livros cumprem e a necessidade de promover a leitura entre os jovens.

Para ele, a boa literatura é "um extraordinário prazer", mas também "cria cidadãos menos facilmente manipuláveis" pelo poder, disse.

Sobre o prêmio, Vargas Llosa disse que tentará "sobreviver ao Nobel", à fama que ele implica e à perda de serenidade em sua vida cotidiana.

Quando sua mulher, Patricia, se aproximou, na madrugada, com o telefone na mão, o escritor disse que não pensou no Prêmio Nobel, mas numa "má notícia" e depois, em "uma brincadeira".

- Eram cinco e meia da manhã, eu estava lendo porque eu acordo e trabalho desde muito cedo. Estava preparando a minha aula da próxima segunda-feira, porque estou como professor em Princeton por um semestre.

Veja Relacionados:  vargas llosa, nobel, literatura, democracia, brasil, venezuela
vargas llosa  nobel  literatura  democracia  brasil  venezuela 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping
Monitor Monitor Balão da R$ 337,56
Outros Esporte e Lazer Outros ProSpin R$ 14,00
Impressora e Multifuncional Impress Balão da R$ 216,45
TV TV Fnac R$ 1.999,00
Roteador Roteado Kalunga R$ 129,00
Tablet Tablet Wal-Mart R$ 1.949,00