12 de Fevereiro de 2012
Imprensa acusa fazendeiros de sabotar diques de proteção para salvar terras

Três distritos da Província de Sindh, no sudeste do Paquistão, estão inundados. Na mesma região, os moradores de duas cidades - K.N. Shah, de 280 mil habitantes, e Mehr, de 190 mil - foram retirados. Entre 600 mil e 800 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas nos últimos quatro dias, segundo dados oficiais.
O porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Paquistão, Ahmad Kamal, disse à agência de notícias Efe que novas inundações continuam a atingir a área.
- Embora o nível de água esteja descendo nas represas [de Sindh], fendas de pressão nas segunda e terceira linha de proteção [dos reservatórios] deixam as regiões em situação muito vulnerável.
Imprensa acusa fazendeiros
Mais de cinco semanas após o início as inundações - as piores da história do Paquistão, que causaram mais de 1.700 mortes e deixaram milhões de pessoas desabrigadas -, a chuva ainda causa estragos. Grande parte da população não tem acesso à ajuda humanitária internacional e, de acordo com Kamal, milhares de pessoas "estão vivendo ao relento".
Enquanto o drama humanitário se estende, a imprensa paquistanesa afirma de forma cada vez mais insistente que fazendeiros podem ter contribuído para aumentar a catástrofe.
A edição deste sábado do jornal The News - um dos de maior difusão no Paquistão em língua inglesa - diz que as fendas nas barragens foram feitas "de forma deliberada para salvar as terras dos ricos e influentes".Segundo o diário, essa é uma hipótese cuja força "cresce rapidamente em proporção, e pode ter um efeito devastador na série de problemas".
A pedido do governo da Província do Punjab, no leste do país, o Tribunal Superior de Lahore começou a investigar a denúncia. Kamal afirmou que "é certo que há acusações", mas que por enquanto não há provas.
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