01.mar.2010/Leo La Valle/EFEResidentes de Talcahuano, perto de Concepción, caminha pelas ruas destruídas da cidade, em uma das regiões que mais sofreu com o terremoto
19 de Junho de 2013
Governo não tem um quadro claro do efeito das ondas gigantes, diz jornal
O jornal chileno La Tercera informou nesta segunda-feira (1º) que o número de mortos devido ao terremoto e ao tsunami que atingiram o Chile no último sábado (27) subiu para 723, de acordo com dados do Onemi (Escritório Nacional de Emergência), um braço do Ministério do Interior do Chile.
O mesmo jornal publicou que o governo pode ter menosprezado o tsunami, contribuindo para que houvesse mais mortes, e as próprias autoridades admitem falhas nos alertas à população do litoral. As áreas costeiras das sétima e oitava regiões do Chile apresentam um número alto de desaparecidos e as autoridades não têm um quadro claro sobre o efeito real do tsunami, de acordo com fontes do jornal no governo.
As ondas gigantes foram consequência do terremoto de 8,8 graus na escala Richter, um dos mais fortes já registrados, que atingiu o país. O jornal cogita que metade delas pode ter ocorrido em função do tsunami. A TV Estatal do Chile mencionou que 350 das mortes ocorreram em Constituición, uma cidade próxima ao mar.
Logo após o terremoto, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, descartou a ocorrência de tsunami na costa chilena e pediu calma à população, mas ondas gigantes varreram uma ampla zona costeira das regiões de Maule e Biobío. As áreas estão relativamente próximas ao epicentro do tremor, mas ainda não se sabem quantas mortes foram de fato provocadas pelo tsunami e quantas por outras consequências do terremoto.
O jornal apurou que dentro do próprio governo já se admite que há poucos dados sobre os impactos do tsunami nas sétima e oitava regiões do país. Por isso, há o temor de que o número de mortos suba de maneira drástica. Ontem, algo semelhante já ocorreu, quando da casa dos 400 passou para mais de 700.
Governo pediu desculpas por minimizar tsunami
Ontem, o ministro da Defesa do Chile, Francisco Vidal, disse que o governo, especialmente a Marinha, cometeu um erro por ter descartado inicialmente um tsunami na costa do Chile, após o terremoto de sábado. O ministro participou de uma reunião do comitê de emergência liderada pela presidente no Palácio de La Moneda, sede do governo.
Apesar de admitir falhas, Vidal tentou minimizar a situação, dizendo que o sistema chileno ajudou a salvar centenas ou até mesmo milhares de pessoas.
Após o tsunami que atingiu 14 países no Oceano Índico em 2004 e provocou a morte de cerca de 225 mil pessoas, localidades do Índico e Pacífico estabeleceram diversos tipos de alertas contra tsunamis, como afirmou entrevista ao R7 o tailandês Bhichit Rattakul, que já foi governador de Bangcoc e desde maio de 2008 dirige o Centro de Preparação para Desastres na Ásia, que trabalha junto com a Organização das Nações Unidas.
O terremoto de sábado levou autoridades em vários países do oceano Pacífico a divulgarem alertas de tsunami, mas apenas ondas pequenas chegaram, sem causar vítimas, a outros países, como o Japão, e ao Estado americano do Havaí.

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