Jason Reed/ReutersEstudantes chineses pedem para fazer pergunta para Barack Obama, em Xangai
27 de Maio de 2012
Declaração do presidente americano é alfinetada no governo de Pequim
- Não buscamos impor esses valores, mas também não acreditamos que são só de um país. São direitos universais.
A declaração é uma alfinetada no governo da China, acusado em várias ocasiões por ONGs e órgãos internacionais de violação dos direitos humanos. A falta de liberdade de imprensa e expressão, o alto índice de execuções e forte repressão a grupos opositores são uma marca do regime comunista de Pequim.
Obama voltou também a afirmar que a Al Qaeda segue como o principal fator de perda de sono para os americanos.
- Sigo pensando que a maior ameaça à segurança dos Estados Unidos são as redes terroristas do tipo da Al Qaeda.
- Eles passaram a fronteira do Afeganistão e estão no Paquistão, mas continuam tendo redes com outras organizações extremistas na região. Acredito que é importante para nós estabilizar o Afeganistão.
O encontro com os estudantes aconteceu no Museu de Ciências Naturais de Xangai e foram convidados várias centenas de jovens selecionados pelos departamentos de suas faculdades como "futuros líderes chineses".
A ideia da Casa Branca era utilizar este encontro para chegar à máxima audiência possível na China. Mas em um país ainda bem controlado por um governo comunista, a ideia se mostrou mais fácil de executar na teoria que na prática.
Os canais nacionais chineses não transmitiram o evento. A Casa Branca disse que seria possível vê-la através de sua página da internet.
Segundo explicou o assessor adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, Obama escolheu ao acaso, entre os estudantes presentes, aqueles que lhe poderiam fazer perguntas.Antes de começar a participação no encontro, Obama cumprimentou as autoridades locais de Xangai. Ao término de sua reunião com os jovens, o presidente americano se dirigirá a Pequim, onde ainda nesta segunda-feira manterá uma reunião inicial com o presidente da China, Hu Jintao, em uma visita de Estado de dois dias.
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