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publicado em 07/06/2010 às 19h30:

ONG acusa CIA de fazer experimentos
médicos com presos de Guantánamo

Supostos terroristas eram submetidos a simulação de afogamento e temperaturas extremas

AFP

O grupo PHR (Físicos para os Direitos Humanos) disse nesta segunda-feira (7) que médicos americanos fizeram experimentos com prisioneiros suspeitos de terrorismo e interrogados pela CIA (agência de inteligência americana) após o 11 de setembro. O relatório pede a abertura de uma investigação.

A ONG, que se apoia em documentos públicos, afirma que profissionais da saúde empregados pela CIA não se contentavam em "vigiar" os interrogatórios de "presos de grande importância". Também "extraíam conhecimentos gerais com o objetivo de afinar os métodos" para obter informação dos suspeitos.

Segundo o relatório, os experimentos eram uma forma de "justificar legalmente" os interrogatórios forçados, para que os agentes não fossem acusados de tortura.

Pelo menos 14 presos desapareceram de presídios secretos da CIA entre o fim de 2001 e setembro de 2006 e reapareceram na prisão da base naval americana de Guantánamo, na ilha de Cuba.

Experimentos incluíam simulações de afogamento

Entre eles, pelo menos dois foram submetidos a simulações de afogamento (submarino) e todos foram submetidos a programas de privação de sono, nudez forçada e exposição a temperaturas extremas, segundo os documentos publicados em agosto de 2007 e nos quais se apoia a PHR.

Ainda que a utilização de tratamentos cruéis e sub-humanos tenha sido documentada anteriormente, a PHR afirma que os novos dados evidenciam uma participação ativa dos médicos em investigação e experimentação com detidos sob custódia americana.

"Esses atos podem ser vistos como (...) violatórios dos padrões da ética médica, assim como da lei nacional e internacional", afirmou a PHR.

"Em alguns casos, essas práticas podem constituir crimes de guerra e crimes de lesa humanidade", enfatizou a ONG.

Segundo o relatório, os Estados Unidos elaboraram após os atentados de 11 de setembro de 2001 uma lista de "técnicas de interrogatório melhoradas". As medidas polêmicas adotadas depois pelo Departamento de Justiça, algumas delas até o final da gestão de George W. Bush, em janeiro de 2009.

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