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publicado em 16/10/2009 às 08h35:

ONU acusa Israel e Hamas por crimes de guerra

Brasil votou a favor do relatório na Comissão de Direitos Humanos

EFE.

O Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU aprovou nesta sexta (16) um relatório que condena Israel e o movimento islâmico palestino Hamas por crimes de guerra durante a ofensiva israelense iniciada no ano passado contra a Faixa de Gaza. O Brasil votou a favor da resolução.

Dos 47 países que formam o conselho, 25 apoiaram a resolução sobre o relatório Goldstone, seis a rejeitaram, 11 se abstiveram e cinco não votaram.

Só os países islâmicos, africanos e não-alinhados deram um "sim" unânime ao texto, que contou também com o apoio de alguns países latino-americanos, enquanto os europeus votaram divididos.

Crimes de guerra

O relatório Goldstone acusa o Exército israelense e o Hamas de cometer crimes de guerra durante a ofensiva contra Gaza. A resolução condena Israel por não colaborar com a missão de investigação e solicita que sejam aprovadas as recomendações contidas no relatório.

O documento pede ao Conselho de Segurança da ONU que leve ao Tribunal Penal Internacional o caso da ofensiva de Gaza, que causou a morte de 1,4 mil palestinos e dez israelenses, se Israel e Hamas não fizerem averiguações sobre os fatos.

Além disso, a resolução solicita que todos os órgãos das Nações Unidas, incluindo a Assembleia Geral, o Conselho de Segurança, assim como o secretário-geral, Ban Ki-moon, e a alta comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, zelem para que as recomendações sejam cumpridas.

A Organização de Países Islâmicos, patrocinadora do texto, incluiu hoje uma modificação para que a resolução fosse mais ampla e buscasse que todas as violações de direitos humanos, e não só as cometidas por Israel, sejam perseguidas e julgadas, algo que foi justificado como uma demonstração de flexibilidade.

Ao defender a resolução, o embaixador palestino, Ibrahim Khreishe, disse que seu país "não condena Israel nem Hamas, mas defende o direito internacional humanitário e busca que todos os assassinos, sejam do lugar onde forem, não fiquem fora da Justiça, nem fiquem impunes".

Israel se limitou a dizer que a resolução "era desequilibrada, porque não há uma só menção ao Hamas". Essa posição foi apoiada pelos Estados Unidos, cujo representante, Douglas M. Griffiths, se mostrou "decepcionado com o resultado e pelo fato de terem sido tomadas decisões às pressas".

 
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