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publicado em 04/05/2011 às 10h42:

Opinião: Morte sem corpo, tortura e omissão de informações expõem frágil transparência dos EUA

Obama ganha popularidade com morte de Bin Laden, mas captura é rodeada de mistérios

Ligia Braslauskas, gerente de jornalismo do R7


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O primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, fez questão de aparecer para dizer: “Eu ordenei a morte de Osama bin Laden.”

Até aí, tudo bem, seu antecessor George Bush (2001-2009) teria feito melhor frente às câmeras. Porém, a surpresa de toda esta situação é como ela foi levada a cabo. Sumir com corpo, omitir informações, relatos de tortura, prisões secretas, isso tudo eram coisas da era Bush e ninguém imaginava que o democrata Obama, após condenar as atitudes severas de Bush e até prometer fechar a irregular prisão de Guantánamo, seguiria na mesma linha.

Obama é o grande vencedor com a morte de Bin Laden

Morte de Bin Laden deixa muitas perguntas sem respostas

É estarrecedora a falta de transparência num caso de tamanha importância, pior ainda são as justificativas americanas. Vamos a algumas delas: Corpo foi sepultado no fundo do mar. EUA alegam ter feito isso para impedir que local de enterro se transformasse em santuário. Só que, com ou sem corpo, Bin Laden continuará sendo adorado pelos extremistas, pois estes não acreditam na morte. Ademais, a casa de Bin Laden pode ser o santuário.

Não teria sido melhor que os americanos entregassem Bin Laden vivo às autoridades paquistanesas ou que o tivessem levado vivo para uma prisão justa nos EUA?

Quando Bush invadiu o Iraque a fim de matar o ditador Saddam Hussein, ele e sua equipe afirmaram existir provas de haver armas químicas no país. Mataram Saddam e cortaram sua cabeça para exibi-la na TV, em vez de entregá-lo ao Tribunal Internacional de Haia, da ONU, para ser julgado. Mais tarde, veio à tona que as informações e imagens de satélite que comprovavam a existência de armas químicas no país apresentadas por Collin Powell, então secretário de Estado dos EUA, eram todas falsas.

No caso Osama, os EUA disseram que ele resistiu à prisão, por isso foi morto. Nesta terça-feira (3), os EUA admitiram que ele estava desarmado. Se estava desarmado, por que não foi preso? Os americanos comemorariam muito mais a captura do terrorista do que sua morte obscura.

A exemplo do governo anterior, cujas ações militares foram todas rodeadas de cenas de tortura e maus-tratos, nesta quarta-feira (4), a CIA (inteligência americana) admitiu ter torturado pessoas para chegar a Bin Laden. Isso mostra que Obama é um bom aluno do mau exemplo americano.

Como os soldados, com todo o seu ódio justificável contra o Bin Laden - que levou a cabo vários ataques terroristas e que assina o mais famoso deles, ocorrido em 2001, quando aviões pilotados por terroristas causaram a morte de cerca de 3.000 pessoas em Nova York e Washington-, conseguiram, depois de matar Bin Laden (desarmado) com tiros na cabeça e no peito, cumprir o ritual islâmico de sepultamento rodeado de gestos de respeito?

Essa ação americana expõe a frágil transparência que os EUA tanto exigem dos outros países. Esperemos agora que o corpo de Bin Laden não apareça boiando, porque neste caso, além de mártir, ele pode virar um tipo de santo.

 

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