27 de Maio de 2012

Vários países árabes finalizam nesta sexta-feira (10) na ONU uma proposta de resolução sobre a Síria que condena a violência neste país e demonstra seu "total apoio" ao plano da Liga Árabe, similar ao vetado por Rússia e China no Conselho de Segurança, e que esperam votar na próxima semana durante a Assembleia Geral.
O projeto de resolução, ao qual a Agência Efe teve acesso, condena as violações "sistemáticas" de direitos humanos na Síria, exige que o regime de Bashar al-Assad detenha "de forma imediata" os ataques contra a população civil e pede aos grupos armados que se abstenham de recorrer à violência.
O texto, patrocinado pela Arábia Saudita e no qual vários países árabes seguirão trabalhando durante o fim de semana, reivindica um "processo político sem exclusões" liderado pelos sírios, desenvolvido em um ambiente "livre de violência, intimidação e extremismo" e que permita ao povo sírio alcançar suas "legítimas aspirações".
Sem pedir expressamente a saída do poder de Assad, demonstra seu "total apoio" à proposta da Liga Árabe de "facilitar" uma transição política a partir de um diálogo "sério" entre o regime e "todo o espectro da oposição", a fim de criar um sistema "democrático e plural".
Além disso, convida o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a designar um enviado especial ao país árabe que ajude a promover uma "solução pacífica" à crise síria.
A proposta de resolução, que convida todos os Estados-membros a apoiarem os esforços da Liga Árabe, exorta as autoridades sírias a "cooperar" com sua missão de observadores, além de permitir o acesso da ajuda humanitária e a presença da imprensa internacional em todo o país.
Fontes diplomáticas do Conselho detalharam à Efe que os países árabes esperam seguir trabalhando na minuta durante o fim de semana e que terão uma nova reunião na manhã de segunda-feira (13) antes de apresentá-lo na Assembleia Geral, onde não existe poder de veto.
Esse órgão das Nações Unidas, no qual estão representados todos os países que fazem parte da ONU, realizará nesse dia uma sessão especial sobre a situação na Síria. Trata-se de uma nova tentativa da ONU para aumentar a pressão a fim de forçar Assad a deter a repressão e iniciar um processo de transição que termine com a violência que causou a morte de mais de 5.400 pessoas nos cerca de 11 meses que já duram as revoltas contra o regime sírio.
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