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publicado em 10/10/2010 às 17h36: atualizado em: 10/10/2010 às 17h56

Parada gay termina com mais de cem feridos na Sérvia

Grupos contrários aos homossexuais entraram em confronto com a polícia

Do R7, com agências internacionais


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Uma parada pelo direito dos gays em Belgrado, capital da Sérvia, acabou em violência neste domingo (10) e mais de cem pessoas ficaram feridas. Milhares de policiais foram enviados para proteger os manifestantes, ameaçados por violentos protestos contra os homossexuais que provocaram tumultos e destruição em sedes de partidos políticos.

Segundo a agência de notícias Reuters, a pior onda de violência na capital da Sérvia em dois anos deixou mais de 110 policiais feridos em confrontos com gangues de skinheads (carecas), e um dos 1.500 participantes da parada foi brutalmente espancado ao chegar em casa, disseram autoridades.

Já a agência France Presse, citando dados do Ministério do Interior, afirma que 124 pessoas ficaram feridas, entre policiais e manifestantes. No total, 207 pessoas foram presas.

"A caça começou" e "morte aos veados" eram alguns dos slogans cantados pelos manifestantes contrários aos gays.
Retirados do local da parada por 5.000 policiais, os grupos homofóbicos se voltaram para outros alvos.

Eles invadiram a recepção da emissora de TV estatal, tentaram entrar no Parlamento, quebraram janelas da embaixada da Áustria e queimaram carros em frente à Embaixada da França.

Clima em Belgrado ficou tenso

O clima era de tensão no centro da capital sérvia devido à presença de jovens violentos, seis mil segundo a polícia, e que durante horas tentaram em vão se aproximar da parada, integrada por dezenas de milhares de homossexuais e partidários.

O corpo de bombeiros controlou o incêndio na sede do Partido Democrático, do presidente Boris Tadic, e nas instalações do aliado na coalizão, o Partido Socialista, as quais também foram atacadas antes de a situação ser controlada no início da noite no país.

O ministro da Defesa, Dragan Sutanovac, disse que foi "um dia muito ruim para Sérvia", enquanto o presidente Tadic garantiu que processará os idealizadores da onda de violência.

- A Sérvia vai garantir os direitos humanos para todos os cidadãos, independentemente de sua diversidade. Ninguém vai tolerar atentados que os ameacem.

O presidente não participou da parada, assim como outras importantes autoridades.

Episódio destaca a intolerância no país

Esse episódio destaca a intolerância que ainda existe na sociedade da Sérvia, uma década depois de o país ter deposto o ditador Slobodan Milosevic, acabando com o status de excluído que perseguiu o país durante a guerra dos Bálcãs em 1990.

A parada, a primeira desse tipo em Belgrado em aproximadamente uma década, foi considerada um teste da disposição da Sérvia em se tornar um país mais moderno, dando abertura à sociedade depois de anos de conflitos estimulados por aversões étnicas.

O surto de violência aconteceu apenas dois dias antes da visita da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, com o objetivo de reafirmar o apoio de Washington às aspirações da Belgrado na União Europeia (UE).

A primeira parada gay de Belgrado aconteceu em 2001 e também acabou em violência. A do ano passado foi cancelada na véspera devido às ameaças de grupos homofóbicos.

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