27 de Maio de 2012
Terry Jones pretende queimar o livro sagrado dos muçulmanos em 11 de setembro
Ele é autor do recém-lançado livro Islam is of the Devil (O Islã é do Diabo) e um dos promotores do International Burn a Koran Day (Dia Internacional da Queima do Alcorão), evento que pretende realizar no próximo dia 11 de setembro em homenagem às vítimas do ataque terrorista às Torres Gêmeas nos EUA, em 2001.
A iniciativa provocou reações no mundo todo. A Casa Branca, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o secretário de Justiça, Eric Holder, e o comando Otan (aliança militar do Ocidente) já apelaram para que Jones desista da ideia por, entre outras coisas, ameaçar a vida dos soldados americanos engajados na guerra. O Vaticano e a Liga Árabe também manifestaram sua reprovação.
Jones, no entanto, insiste em realizar o seu plano. Ele defende que faz parte de uma vasta maioria nos EUA que abomina o Islã, mas segue calada por medo.
Por telefone, o pastor falou ao R7 sobre suas posições sobre o assunto.
R7 - O Dia Internacional da Queima do Alcorão desrespeita muçulmanos de bem?
Terry Jones - Os muçulmanos são bem-vindos no nosso país, desde que se mantenham pacíficos. No entanto, a gente acredita que o Islã e a sharia [conjunto de leis sagradas] são demoníacos e responsáveis pelo 11 de Setembro. O Alcorão tem vários trechos violentos e, como cristão, acredito que Jesus Cristo é o único caminho. O Alcorão não merece nenhum respeito.
R7 - Existem muçulmanos pacíficos que leem o Alcorão?
Jones - Existem muçulmanos pacíficos, mas não existe nenhum Islã pacífico.
R7 - Explique melhor essa diferença.
Jones - Muçulmanos pacíficos são aqueles que não seguem à risca o que ensina o Alcorão e a sharia. Do contrário, eles se tornam violentos e opressivos. Lugares que estão sendo dominados pelo Islã se tornaram muito instáveis, com mortes, opressão. Por isso vemos Islã como algo muito perigoso.
R7 - Algum muçulmano já fez algo ruim para você diretamente?
Jones - Não. A gente não é contra as pessoas, somos contra a religião.
R7 - E como não ofendê-las propondo a queima de Alcorão?
Jones - Acho que o que estamos fazendo vai ofendê-las, definitivamente. Eu ficaria ofendido se alguém queimasse a Bíblia. Mas não podemos tomar decisões baseadas se as pessoas vão ficar ou não ofendidas. Temos que nos guiar por aquilo que é verdade, neste caso, que o Islã é do demônio.
R7 - Como recebe os comentários de que isso vai aumentar o preconceito contra muçulmanos?
Jones - Bem, isso não é o que queremos. O que vamos tentar fazer é mandar um sinal de alerta para a população. O Islã tem tentado com todas as forças se apresentar como uma religião da paz, gastando milhões de dólares. A nossa esperança é de que as pessoas abram seus olhos e observem o que tem acontecido no mundo islâmico.
R7 - Você vê o Islã influenciando negativamente os EUA?
Jones - A gente vê alguns casos de mortes, agressividade. Acabamos de ter um caso em Nova Jersey em que um homem bateu em sua mulher e disse ao júri que só agiu de acordo com suas crenças religiosas. Eles o inocentaram.
R7 - O mesmo comportamento não existe entre crentes de outras religiões?
Jones - Definitivamente não na mesma intensidade. E, no cristianismo, atos violentos não são praticados pela maioria. No islamismo, sim.
R7 - O que tem a dizer sobre os cristãos que protestam contra sua atitude?
Jones - Esses cristãos não têm uma noção correta de tolerância e não seguem a Bíblia como deveriam. O Islã é do demônio, é uma religião errada e está encaminhando milhões de pessoas para o inferno.
R7 - O que você propõe para o país?
Jones - A situação ideal seria se todos se convertessem ao cristianismo, mas nossa mensagem agora é para que eles permaneçam pacíficos e longe da sharia.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7