27 de Maio de 2012
Segundo os investigadores, Aquino era considerado o chefe do clã homônimo

Os carabineiros italianos (polícia militarizada) prenderam nesta sexta-feira (10) Rocco Aquino, um dos supostos chefes da máfia calabresa - a Ndrangheta -, incluído na lista dos 100 foragidos mais perigosos da Itália.
Aquino, de 51 anos, conhecido como o coronel, foi capturado no interior de um bunker construído no sótão de sua casa na localidade calabresa de Marina di Gioiosa Ionica, sul da Itália, informou a imprensa italiana.
Segundo os investigadores, Aquino, considerado o chefe do clã homônimo integrante da máfia calabresa, supostamente fazia parte da cúpula da mencionada organização criminosa.
Desde julho de 2010 havia um mandado de busca e apreensão em vigor contra ele, que na época conseguiu escapar de uma operação policial realizada em toda a Itália, batizada com o nome de "Crime", que concluiu com a detenção de 300 mafiosos.
O promotor-adjunto da Diretoria Antimáfia de Reggio Calabria, Nicola Gratteri, ressaltou que a prisão de Aquino é significativa, pois ele representa o chefe do clã e porque se demonstrou que a Ndrangheta não é invencível, eliminando qualquer forma de "mitificação do personagem".
A Ndrangheta é considerada a mais potente e sanguinária das organizações criminosas italianas. Além da máfia da Calábria, o sul da Itália também conta com a presença da Cosa Nostra, na Sicília; da Camorra, em Nápoles; e da Sacra Corona Unita, na Apúlia.
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