11 de Fevereiro de 2012
Juan Manuel Santos não nega possbilidade de diálogo, mas quer liberdade de refens

- A ordem que foi dada aos comandantes, aos chefes de toda a polícia é fortalecer, fortalecer e fortalecer. Não podemos baixar a guarda, o que temos que fazer é confrontar o terrorismo com tudo o que está ao nosso alcance.
O presidente e os altos comandos militares foram na sexta-feira para o Departamento de Caquetá, no sul do país, onde morreram os 14 policiais, para celebrar um conselho de segurança e avaliar a estratégia de segurança na região.
Este ataque, o pior desde que Santos assumiu a Presidência, em 7 de agosto, ocorreu em um campo minado em uma zona rural do Departamento de Caquetá, no sul, onde é forte a influência das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
O cientista político Alfredo Rangel, da Fundação Segurança e Democracia, diz que com os ataques as Farc tentam chamar a atenção para o diálogo,
- A resposta do governo será insistir em que sua vontade de enfrentar a guerrilha não vai se dobrar com este tipo de ação. O governo e a sociedade esperam que para que haja diálogo cessem os atos de violência e haja mais atos de paz, como a libertação dos sequestrados.
- Estes últimos ataques demonstraram que a guerrilha não mudou sua concepção da lógica de guerra e paz, e com isto só vai conseguir que se feche a porta.
Santos diz que via do diáologo não está fechada
Santos, um político de direita que foi ministro da Defesa do ex-presidente Alvaro Uribe, entre 2006 e 2009, chegou à Presidência da Colômbia com a promessa de manter a política de "segurança democrática", que privilegia o enfrentamento militar contra as guerrilhas e que valeu uma altíssima popularidade a seu predecessor.
Durante a gestão de Santos no ministério da Defesa, as Farc sofreram os mais duros golpes dos últimos anos, entre eles a morte daquele que era seu número dois, Raúl Reyes, em um bombardeio a um acampamento no Equador, e o resgate da política Ingrid Betancourt, três americanos e onze militares e policiais, reféns da guerrilha com a operação Xeque.
No entanto, desde que assumiu, Santos tem reiterado que a via do diálogo "não está fechada" sempre que a guerrilha libere os sequestrados que mantém cativos, alguns há mais de dez anos, e cesse o recrutamento de menores de idade, entre outros gestos.
A última negociação do Estado colombiano e da guerrilha ocorreu entre 2000 e 2002, na região de San Vicente del Caguán (sul), que o ex-presidente conservador Andrés Pastrana aceitou desocupar militarmente para um diálogo com as Farc que não teve sucesso.
A Colômbia sofre com um conflito armado há mais de 40 anos. Atualmente, restam dois grupos guerrilheiros: as Farc, com 8.000 combatentes, e o Exército de Libertação Nacional (ELN), que contaria com 2.500, segundo estimativas das forças militares.
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