Túnis, 24 fev (EFE).- Na abertura da conferência dos "Amigos da Síria", realizada nesta sexta-feira em Túnis, o presidente da Tunísia, Moncef Marzouki, pediu uma saída negociada do presidente sírio, Bashar Al Assad, e de sua família da Síria.
Neste sentido, Marzouki pediu à Rússia que se encarregue de acolher Assad, ao qual solicitou que ceda o poder ao vice-presidente, uma solução que qualificou como "à iemenita".
No entanto, as palavras do governante não foram amparadas com satisfação por parte da oposição síria presente na reunião, que considera que Assad é um criminoso de guerra e não pode ter a saída do país permitida sem ser julgado, segundo disse uma fonte da oposição à Agência Efe.
Em seu discurso, Marzouki, que qualificou a situação humanitária registrada na Síria como dramática, ressaltou: "Nos encontramos em um momento histórico, em um cruzamento de caminhos para enfrentar esta crise humanitária".
O presidente da Tunísia se expressou contrário a uma intervenção militar, mas apoiou a criação de uma força de pacificação da Liga Árabe.
Seu porta-voz, Adnan Moncef, explicou à Efe que a criação desta força inscreve-se dentro de um plano que as autoridades tunisianas batizaram como Abdelkader, "um emir sírio que no século 19 salvou os cristãos de Damasco do genocídio".
Em seu discurso, Marzouki também fez um apelo à oposição síria pela unidade "para preparar o futuro de um governo legítimo e democrático".
A reunião dos "Amigos da Síria", que começou nesta sexta em Túnis, tem como objetivo pressionar o regime sírio para avançar rumo a uma transição democrática, depois do bloqueio de China e Rússia a um plano proposto pela Liga Árabe no Conselho de Segurança da ONU. EFE
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