11 de Fevereiro de 2012
Equatoriano e hondurenho haviam escapado; há dois brasileiros entre os 72 mortos
e R7O presidente de El Salvador, Mauricio Funes, disse neste domingo (5) que há um terceiro sobrevivente, de nacionalidade salvadorenha, da chacina de 72 imigrantes latino-americanos no México.
- Sabemos de um equatoriano, depois soubemos de um hondurenho, e sabemos também que um salvadorenho já se encontra nos Estados Unidos, que felizmente escapou de ser assassinado.
Funes fez a afirmação na cerimônia de recepção dos corpos de 11 salvadorenhos, vítimas do massacre.
O líder, que não forneceu detalhes nem a identidade do sobrevivente, indicou que o testemunho dos três que escaparam de ser mortos "pode ser fundamental para esclarecer o crime, mas sobretudo para esclarecer a identidade daqueles que o cometeram".
Até o momento, dois brasileiros foram listados entre os mortos no massacre. São eles Juliard Aires Fernandes, 19 anos, e Hermínio Cardoso dos Santos, 24 anos. O primeiro já foi identificado. Já o segundo só terá sua identidade confirmada depois de exames de DNA.
Todos seriam imigrantes que tentavam atravessar o deserto no México rumo aos Estados Unidos. Um dos sobreviventes disse que eles foram mortos por narcotraficantes na região da fronteira, após se recusarem a trabalhar como pistoleiros para um grupo criminoso.
Caixões chegam cobertos por bandeira
Funes compareceu, no aeroporto internacional de El Salvador, à cerimônia de recepção dos corpos de 11 salvadorenhos que foram assassinados no Estado mexicano de Tamaulipas.
Os caixões, que estavam cobertos pela bandeira nacional, foram transferidos em um avião da Força Aérea Mexicana, em um voo no qual também estavam o embaixador de El Salvador no México, Hugo Carrillo, e o diretor de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores guatemalteco, David Morales.
O governo de El Salvador confirmou "plenamente" a identidade de 11 das 13 vítimas identificadas inicialmente no grupo de 72 imigrantes assassinados. Até agora, se tinha conhecimento de pelo menos dois sobreviventes da chacina - um equatoriano e um hondurenho.
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