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publicado em 20/03/2010 às 09h29:

Presidente dos EUA vai a público defender
reforma do sistema financeiro

Obama pediu ao Congresso que ajude o país a evitar "abusos e excessos"

EFE

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste sábado (20) ao Congresso que aprove a reforma do sistema financeiro americano e, assim, ajude o país a evitar "os abusos e excessos" que levaram ao que classificou como a pior crise das últimas gerações.

- Essas reformas são essenciais (...). Precisamos de normas de bom senso que permitam aos mercados funcionar de maneira justa e livre, ao mesmo tempo em que são controladas as piores práticas de nossa indústria financeira.

Segundo Obama, na crise econômica iniciada em 2007, os grandes bancos envolveram-se em especulações irresponsáveis, sem se aterem às consequências destas e sem serem fiscalizados.

- As instituições financeiras inventaram e venderam produtos complicados para fugir da vigilância e ocultar enormes riscos. Houve algumas entidades que participaram da exploração generalizada dos consumidores para obter lucro rápido, sem se importar com aqueles que seriam afetados no processo.

O presidente dos EUA destacou:

- É por isso que a reforma financeira é tão necessária.

O apelo foi feito durante o programa de rádio que faz aos sábados. Durante a transmissão, ele falou do debate que ocorrerá segunda-feira (22) no Senado. Nesse dia, a casa vai analisar um projeto de reforma de autoria do democrata Christopher Dodd, presidente da Comissão de Finanças.

De acordo com o chefe de Estado, a proposta engloba algumas de suas ideias, como o aumento do controle sobre as grandes instituições financeiras. A medida, afirmou, evitaria que apenas uma dessas empresas ameaçasse todo o sistema. O projeto de Dodd, além de impedir a participação dos bancos em operações consideradas arriscadas, daria aos acionistas poder para decidir sobre os bônus e salários pagos aos executivos, algumas vezes "escandalosos", na avaliação do Governo de Obama. As reformas incluiriam ainda a criação de uma Agência de Proteção Financeira ao Consumidor, cujo objetivo seria impedir práticas "depredadoras" e outros abusos.

Ao pedir àqueles que apoiam a reforma que "resistam às pressões dos que querem manter o status quo", Obama prometeu aplicar todos os recursos ao seu alcance para promovê-la e assegurar que a lei "reflita não só os interesses de Wall Street, mas os melhores interesses do povo americano".

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