Daniel Morel/AFPMoradores caminham em meio a escombros na capital Porto Príncipe; um violento terremoto causou devastação na capital haitiana
27 de Maio de 2012

Violento terremoto destruiu prédios, hospitais e escolas no país mais pobre das Américas
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O tremor, de 7 graus na escala Richter, causou devastação e fez desabar prédios do governo, escolas e hospitais na capital Porto Príncipe e arredores. A Cruz Vermelha estima que o tremor afetou 3 milhões de pessoas, ou cerca de um terço da população haitiana.
Ainda não há estimativa oficial sobre o total de mortos e feridos no país. Mas pelo menos 12 brasileiros já foram confirmados mortos: 11 militares e a médica Zilda Arns. A fundadora da Pastoral da Criança havia chegado ontem ao país para uma palestra e foi atingida por destroços de um edifício que desabou quando caminhava em uma rua da capital. Outros sete militares brasileiros estão feridos. E são sete desaparecidos.

O tremor, cujo epicentro foi registrado a apenas 16 km de Porto Príncipe, foi particularmente desastroso, segundo especialistas, porque ocorreu a pouca profundidade (10 km). Especialistas descartaram, em entrevista ao R7, que haja uma ligação entre o terremoto haitiano e os tremores registrados no Rio Grande do Norte nos últimos dias.
Tremor derrubou palácio presidencial
O terremoto de 7 graus na escala Richter deixou a capital Porto Príncipe sob escombros. Destruiu o palácio presidencial, diversos prédios governamentais, além de hospitais e escolas. O edifício da missão das ONU em Portu Príncipe também desabou, e até 200 funcionários estão desaparecidos, segundo a agência France Presse.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, embarcou nesta quarta-feira (13) para Belém, de onde aguardará autorização para ir até o Haiti. A escala foi feita em função de vistorias no aeroporto de Porto Príncipe para constatar se a pista de pouso e aterrissagem havia sido danificada pelo tremor. A pista já foi liberada.
O Brasil também anunciou ajuda em dinheiro para o Haiti no valor de R$ 17,3 milhões (US$ 10 milhões), o mesmo anunciado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Os brasileiros também prometeram ajudar mais do que a União Europeia (EU), que se comprometeu a enviar R$ 7,5 milhões (3 milhões de euros).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse consternado com a situação do país. O Brasil ainda vai enviar 14 toneladas de alimentos, doadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
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