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27 de Maio de 2012

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publicado em 02/02/2012 às 12h25:

Primeiro-ministro do Egito assume
responsabilidade por tragédia em estádio de futebol

Parlamento faz reunião de emergência para discutir acontecimentos em Port Said

EFE, com o R7


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O primeiro-ministro egípcio, Kamal Ganzouri, assumiu nesta quinta-feira (2) a responsabilidade política pelos confrontos de quarta-feira (1º) à noite em um jogo de futebol em Port Said, onde morreram mais de 70 pessoas, e disse que está disposto a prestar contas se for solicitado.

- Vou cumprir qualquer instrução de pedido de explicação sobre o ocorrido porque sei que sou responsável politicamente.

Veja as fotos da tragédia no Egito

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Em discurso no Parlamento, que fez uma reunião de emergência nesta quinta-feira para analisar os acontecimentos, Ganzouri admitiu que, desde que chegou ao poder, no fim de novembro, "os egípcios" não o querem, apesar de acrescentar que isso não o levou em nenhum momento a "abandonar suas responsabilidades".

O primeiro-ministro informou à Câmara Baixa do Parlamento que destituiu o chefe dos serviços de Inteligência e de Segurança da cidade de Port Said, onde ocorreram os fatos, e o presidente da Federação de Futebol Egípcia, além de ter aceitado a renúncia do governador de Port Said.

Durante a sessão desta quinta, o presidente do Parlamento, o islâmico Saad Katatni, afirmou que a tragédia ocorreu por causa da "deficiência e negligência" dos agentes de segurança e alguns deputados pediram a renúncia do ministro do Interior, Mohammed Ibrahim. Já os políticos da Irmandade Muçulmana, que domina a assembleia, disse que uma mão "invisível" está por trás da tragédia.

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Torcedor conta o que viu no estádio

Mais de 70 pessoas morreram na quarta-feira à noite pelos distúrbios ocorridos após o jogo de futebol em Port Said, onde os torcedores do clube local Al-Masry e os do Al-Ahly, do Cairo, iniciaram uma briga.

Pelo menos mil pessoas ficaram feridas na invasão do campo e nas brigas nas arquibancadas ao final da partida. Testemunhas disseram que muitos torcedores morreram prensados em portões trancados do estádio.

Esta foi a pior tragédia na história do futebol egípcio, e o mais letal incidente no país desde a queda do presidente Hosni Mubarak, há um ano.

A Junta Militar, que governa o país desde fevereiro do ano passado, declarou nesta quinta-feira três dias de luto nacional e fez uma reunião extraordinária para estudar o caso.

 
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