27 de Maio de 2012
Parlamento faz reunião de emergência para discutir acontecimentos em Port Said
, com o R7O primeiro-ministro egípcio, Kamal Ganzouri, assumiu nesta quinta-feira (2) a responsabilidade política pelos confrontos de quarta-feira (1º) à noite em um jogo de futebol em Port Said, onde morreram mais de 70 pessoas, e disse que está disposto a prestar contas se for solicitado.
- Vou cumprir qualquer instrução de pedido de explicação sobre o ocorrido porque sei que sou responsável politicamente.
Veja as fotos da tragédia no Egito
Chega a 188 o número de feridos graves em estádio no Egito
Ex-atacante brasileiro estava entre os agredidos em jogo
Em discurso no Parlamento, que fez uma reunião de emergência nesta quinta-feira para analisar os acontecimentos, Ganzouri admitiu que, desde que chegou ao poder, no fim de novembro, "os egípcios" não o querem, apesar de acrescentar que isso não o levou em nenhum momento a "abandonar suas responsabilidades".
O primeiro-ministro informou à Câmara Baixa do Parlamento que destituiu o chefe dos serviços de Inteligência e de Segurança da cidade de Port Said, onde ocorreram os fatos, e o presidente da Federação de Futebol Egípcia, além de ter aceitado a renúncia do governador de Port Said.
Durante a sessão desta quinta, o presidente do Parlamento, o islâmico Saad Katatni, afirmou que a tragédia ocorreu por causa da "deficiência e negligência" dos agentes de segurança e alguns deputados pediram a renúncia do ministro do Interior, Mohammed Ibrahim. Já os políticos da Irmandade Muçulmana, que domina a assembleia, disse que uma mão "invisível" está por trás da tragédia.
Polícia não agiu por medo de torcedores
Tensão política aumenta no Egito
Torcedor conta o que viu no estádio
Mais de 70 pessoas morreram na quarta-feira à noite pelos distúrbios ocorridos após o jogo de futebol em Port Said, onde os torcedores do clube local Al-Masry e os do Al-Ahly, do Cairo, iniciaram uma briga.
Pelo menos mil pessoas ficaram feridas na invasão do campo e nas brigas nas arquibancadas ao final da partida. Testemunhas disseram que muitos torcedores morreram prensados em portões trancados do estádio.
Esta foi a pior tragédia na história do futebol egípcio, e o mais letal incidente no país desde a queda do presidente Hosni Mubarak, há um ano.
A Junta Militar, que governa o país desde fevereiro do ano passado, declarou nesta quinta-feira três dias de luto nacional e fez uma reunião extraordinária para estudar o caso.
"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7