27 de Maio de 2012
Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes, em Bogotá, alertou para risco

A produção potencial total de cocaína na América do Sul caiu 15%, de 994 toneladas em 2007 para 845 toneladas em 2008, mas há o risco de que os laboratórios migrem de países como a Colômbia para outros como o Brasil, se não houver uma atuação conjunta dos países no combate às drogas, indicou nesta terça-feira (23) um relatório oficial.
Segundo o documento, divulgado em Bogotá pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), a produção potencial de cocaína na região em 2008 é a mais baixa desde 2003.
No relatório, a Jife destaca que a Colômbia é o país da região com o maior número de apreensões de cocaína e de laboratórios destruídos.
Mas advertiu que, se um país aumentar o seu controle para a redução da oferta, mas não trabalhar em conjunto com as outras nações da região, os laboratórios começam a migrar para outros países, como já ocorre.
A respeito dessa questão, Camilo Uribe, membro da Jife, lembrou que houve nos últimos três anos consecutivos um aumento no número de laboratórios, principalmente, no Brasil e na Argentina.O relatório indicou também que esses dois países registraram em 2008 um aumento considerável na quantidade de cocaína apreendida, assim como os países andinos (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela).
O cultivo de coca na Colômbia caiu (em 2008) para 81 mil hectares, o menor número desde 2004.
O Peru, que registrou um aumento de 4,5% nos cultivos, poderá se tornar em poucos anos o maior produtor de cocaína da região.
Por fim, Uribe alertou que entre 35 e 40% da cocaína que tem como destino a Europa, via África, tem como rota a Venezuela.
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