27 de Maio de 2012
Manifestações contra o governo autoritário egípcio foram inspiradas em revolta na Tunísia
Inspirados na revolta que derrubou o governo da Tunísia no início do ano, há nove dias milhares de egípcios pedem o fim do regime autoritário de Hosni Mubarak. Os protestos podem ter matado mais de 300 pessoas e o governo parece estar com os dias contados. Os protestos ainda ameaçam governos de outros países da região, onde a população pede o fim do autoritarismo.
Fotonovela: Grito de liberdade no mundo árabe
Afinal, o que está acontecendo no Egito?
Veja a cobertura completa da crise no Egito
No Egito, os manifestantes acusam o regime Mubarak, que governa o país com mão de ferro há três décadas, de repressão, fraudes eleitorais, corrupção, responsabilidade pela pobreza e pelo alto nível de desemprego.
O quadro é similar em outros países do norte da África e do Oriente Médio, onde presidentes se perpetuam no poder, passando o governo a seus herdeiros.
Protestos nesta semana fizeram o rei Abdullah, da Jordânia, substituir o governo. O presidente do Iêmen também anunciou que não irá concorrer à reeleição em 2010 - Ali Abdullah Saleh governa o país há 30 anos.
Omã, Síria e Argélia são outros países que registram descontentamento popular.
Veja, no infográfico, qual é a situação na região
Para entender mais a crise no Egito, veja o infográfico abaixo
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