27 de Maio de 2012
Onda de protestos pede o fim do regime de Hosni Mubarak; internet é bloqueada
Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas nos protestos desta sexta-feira (28) no Egito. Milhares de pessoas foram às ruas do país para protestar contra o regime autoritário do presidente Hosni Mubarak, inspirados pela Revolução de Jasmim, que na última semana derrubou o governo na Tunísia.
Está no Egito? Mandeu seu relato para o R7
Segundo as agências Reuters e France Presse, o número de mortos chegou a cinco. Já segundo a Reuters, fontes hospitalares contabilizam 1.030 feridos.
O regime de Mubarak chegou a decretar toque de recolher no Cairo. Os manifestantes, no entanto, ignoraram as ordens do governo e continuam nas ruas, em confronto com a polícia e o Exército.
Os ativistas incendiaram a sede do partido governista egípcio. Eles chegaram a queimar outros prédios públicos na capital, como uma delegacia de polícia.
Internet é bloqueada
Os protestos foram convocados pela rede social Facebook e pelo site Twitter, bloqueados pelas autoridades do Egito.
A empresa Renesys, que mede o tráfego de internet em tempo real, estima que 93% das redes da web ficaram completamente inacessíveis, em uma ação considerada sem precedentes na história.
As redes telefônicas do país também foram fortemente afetadas. Celulares e internet têm sido usados por ativistas para organizar os protestos.
Mubarak governa Egito há 30 anos
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, governa o país desde 1981 e nunca, durante sua administração, enfrentou tamanha onda de protestos. Os egípcios pedem a saída de Mubarak e a implantação de uma democracia real, sem eleições fraudulentas, uma acusação que pesa sobre o governante egípcio.
Mubarak, que tradicionalmente tem apoio das Forças Armadas, já vem sendo pressionado por reformas políticas há alguns anos. Ele chegou a convocar eleições, em 2011, para a Presidência. Para analistas, ele pretende passar o governo ao filho, Gamal Mubarak, de 47 anos.
Além do Egito, Jordânia, Argélia, Mauritânia, Omã e o Iêmen registram protestos inspirados na Revolução de Jasmim.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7