A missão diplomática do Reino Unido em Israel divulgou na noite desta terça-feira (17) um comunicado condenando a iniciativa de Israel de construir 900 moradias em Jerusalém Oriental, reconhecida internacionalmente como parte dos territórios palestinos. O governo americano e a ONU também fizeram fortes críticas ao governo israelense.
O comunicado diz que a diplomacia britânica "tem sido muito clara que um acordo com credibilidade (entre Israel e palestinos) envolve a questão de Jerusalém como capital dividida. Os assentamentos em expansão nos territórios (palestinos) ocupados em Jerusalém Oriental faz muito mais difícil o acordo.
- Então, essa decisão (dos assentamentos) em Gilo (bairro de Jerusalém) é errada e nós nos opomos a isso.
Na tarde desta terça, a Casa Branca se disse consternada com a decisão israelense e acusou Israel de complicar os esforços de paz com os palestinos.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, "lamentou" a iniciativa de Israel e reafirmou que a colonização é ilegal.
Em comunicado, a ONU disse que "deplora a decisão do governo de Israel de ampliar a colônia de Gilo, construída no território palestino ocupado por Israel durante a guerra de 1967".
- O secretário-geral reafirma sua posição de que a colonização é ilegal e pede à Israel que respeite os compromissos assumidos no 'mapa da paz' que determinam a suspensão de toda atividade de colonização, incluindo a do crescimento natural.
Israel ignora apelo internacional
As autoridades de Jerusalém aprovaram, nesta terça, a construção de um bairro com 900 moradias em Jerusalém Oriental. Esta parte da cidade, onde vivem 200.000 israelenses e 270.000 palestinos, foi conquistada por Israel durante a guerra de 1967 e anexada.
Esta é uma das partes mais sensíveis no conflito árabe-isralense, já que Israel não aceita dividir Jerusalém com os palestinos, que por sua vez reclamam a cidade como sua capital.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, ameaça renunciar caso as negociações com Israel não avancem e a construção de assentamentos judaicos nos territórios ocupados não seja interrompida.
Abbas chega ao Brasil na próxima quinta-feira (19) com a missão de convencer o Brasil a pressionar Israel pelo congelamento dos assentamentos judaicos nos territórios palestinos.