11 de Fevereiro de 2012
Maioria das crianças, hoje adultos por volta dos 40 anos, ficou traumatizada pelos episódios

Apresentado pelo psiquiatra Peter Adriaenssens, o relatório detalha que a comissão responsável pela investigação dos abusos cometidos na Bélgica da década de 1960 até meados da de 1980 recebeu ao menos 475 denúncias de pedofilia.
Na apresentação do documento, Adriaenssens denunciou as "pressões" e a lei do silêncio que imperou durante décadas no seio da igreja belga sobre o assunto.
Ao longo de 200 páginas são divulgados os testemunhos de centenas de antigos alunos de instituições educativas da igreja que sofreram abusos de religiosos, sobretudo nos anos 1960 e 1970.
Outras seis vítimas também tentaram suicídio
Um das partes mais assombrosas é a dos suicídios das vítimas dos abusos, já que foram confirmados 13 casos, além de outras seis tentativas.
Segundo explicou em entrevista coletiva o ex-presidente da comissão, "quanto aos suicídios, a realidade é ainda pior do que pensávamos".Adriaenssens, que disse que o trabalho da comissão teve como base os princípios de "verdade" e "reconciliação", destacou que a maioria dessas crianças, hoje adultos por volta dos 40 anos, ficou traumatizada pelos episódios.
Os testemunhos, que respeitaram o pedido de anonimato no relatório, falam em violações por via anal e oral, além de masturbações. Na maioria dos casos, as crianças tinham entre 12 e 15 anos durante os abusos. A comissão foi criada em 2000, por parte da Conferência Episcopal.
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