27 de Maio de 2012
Estados Unidos e Israel pediram a Rússia que não entregasse o armamento ao Irã

O chefe de uma comissão parlamentar de Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Margelov, disse nesta sexta-feira (21) que sanções contra o Irã que estão sendo discutidas pelas potências mundiais não impediriam o país de entregar mísseis S-300 a Teerã.
Israel e os Estados Unidos pediram à Rússia que não cumprisse com o contrato de entregar os mísseis, ato que poderia atrapalhar qualquer ataque aéreo contra instalações iranianas. Diplomatas dizem que Moscou está disposta a manter o pedido de entrega como forma de negociar com Teerã.
Mikhail Margelov disse que o esboço não atingirá os atuais contratos entre Rússia e Irã, segundo a agência de notícias Interfax.
- Deve ser lembrado que a Rússia é uma vendedora responsável de seus produtos nos mercados estrangeiros e não estamos interessados na militarização do Oriente Médio.
A Rússia é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que aprovaram o esboço da resolução por uma nova rodada de sanções contra o Irã. O rascunho da resolução foi apresentado por Washington nas Nações Unidas na terça-feira (18).
Diplomatas nas Nações Unidas disseram nesta semana que as sanções poderiam impedir a venda dos mísseis S-300.
Washington investiu considerável esforço diplomático para persuadir a Rússia e a China, também membro permanente do Conselho de Segurança, para que apoiassem sanções mais rígidas contra Teerã. Os dois países querem manter as relações comerciais com o Irã, importante produtor de energia.
Autoridades do Ocidente também estão preocupadas com um projeto russo-iraniano para construir a primeira usina nuclear no Irã, em Bushehr.
Uma autoridade russa disse hoje que o primeiro reator da usina pode começar a operar em agosto.
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