27 de Maio de 2012
Cairo tem relatos de saques e incêndios; manifestantes desafiam toque de recolher
ReutersSaqueadores entraram no Museu Egípcio durante os protestos contra o governo nesta sexta-feira (28) e destruíram duas múmias faraônicas, disse o principal arqueólogo do país à televisão estatal.
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O museu no centro do Cairo, que tem a maior coleção mundial de antiguidades da época dos faraós, está próximo da sede do Partido Nacional Democrático, que comanda o governo. O prédio do partido foi incendiado pelos manifestantes.
Zahi Hawass, presidente do Conselho Supremo de Antiguidades, criticou a violação.
- Lamentei profundamente quando cheguei ao Museu Egípcio pela manhã e descobri que algumas pessoas tentaram entrar no museu à força na noite passada. Cidadãos egípcios tentaram brecá-los e foram auxiliados pela polícia turística, mas alguns conseguiram entrar pela parte de cima e destruíram duas das múmias.
Ele afirmou que os saqueadores também arrombaram a bilheteria do museu.
O edifício de dois andares, construído em 1902, abriga dezenas de milhares de objetos, incluindo a maior parte da coleção relacionada a Tutancâmon.
Cairo tem relatos de saques e incêndios
Houve relatos de saques e habitantes de subúrbios ricos do Cairo relataram a chegada de veículos militares nestas localidades, com o objetivo de impedir novos ataques a propriedades.
Prédios do governo também foram alvos de tentativas de invasão, que deixaram dezenas de feridos.Os militares disseram que vão agir "com firmeza" para restabelecer a ordem e impor o toque de recolher.
Em uma prisão no Cairo, os detentos armaram uma tentativa de fuga em massa, que foi contida. Oito presos morreram.
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