R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

27 de Maio de 2016

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Internacional/Notícias

Icone de Internacional Internacional

publicado em 15/07/2010 às 04h29: atualizado em: 15/07/2010 às 06h50

Argentina é o primeiro país da América
Latina a aprovar o casamento gay

Discussões no Senado duraram 15 horas e a margem de aprovação foi apertada

EFEe AFP

Publicidade

A Argentina se tornou nesta quinta-feira (15) o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Você acha correta a extensão do casamento para os homossexuais?

A decisão veio do Senado, após 15 horas de debate do projeto de lei que reconhece a união homossexual. A iniciativa, impulsionada pelo governo da presidente do país, Cristina Kirchner, foi aprovada por 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados do país, mas a oposição tentou realizar manobras para que o texto voltasse a ser discutido na Casa, o que não funcionou.

Cristina precisa agora ainda assinar o texto para que se torne lei.

Os dias que antecederam a votação foram cercados de muita tensão em Buenos Aires, capital do país. Manifestantes favoráveis e contrários à medida fizeram pressão em frente ao Congresso. Em um país de maioria católica, havia dúvidas se a proposta realmente passaria, o que acabou acontecendo nesta quinta-feira.

Para o líder do governo no Senado, Miguel Pichetto, do Partido Justicialista (PJ), a aprovação representa uma vitória dos direitos humanos na Argentina.

- É um dia histórico.

A senadora Lucía Corpacci, do FPV (Frente a Vitória), afirmou que, apesar das tensões geradas pela mudança, a aprovação era uma questão de igualdade de direitos.

- Toda mudança sempre gera tensão. Os gays não são anormais, e por isso têm os mesmos direitos que qualquer outro cidadão argentino, entre eles, o direito ao matrimônio.

O senador de oposição Gerardo Morales destacou que a sociedade argentina mudou, dizendo que o projeto teve como objetivo garantir os direitos das minorias.

Já a senadora Sonia Escudero, do PJ, justificou sua oposição à lei dizendo que o impacto do casamento gay sobre as eventuais crianças adotadas não tinha sido analisado.

- Não houve estudo sobre o impacto do casamento homossexual sobre as crianças. Não é correto dizer que o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo tem o mesmo efeito que o matrimônio entre heterossexuais. A relação entre um homem e uma mulher é fértil. A relação entre homossexuais é estéril.

Lei agrega direitos e muda nomenclatura

Pela nova lei, a nomenclatura para casais não será mais de “marido e mulher”, mas sim de “parceiros de casamento”. Além disso, casais do mesmo sexo terão os mesmos direitos legais dos heterossexuais em relação à adoção, à família e à previdência social.

No mundo, a Argentina é a 10ª nação a aprovar o casamento gay. Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia são as outras nas quais a união entre homossexuais já é aceita.

Veja Relacionados:  casamento gay, homossexuais, argentina, senado
casamento gay  homossexuais  argentina  senado 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping