6.mar.2010/AFPAté o acanhado secretário-geral da ONU, o coreano Ban Ki-moon, participou do evento, que arrecadou fundos às vítimas do terremoto
27 de Maio de 2012

Chile tenta superar episódio mais amargo de sua história recente

O último participante foi Piñera, que tentou dar um tom otimista ao seu discurso:
- Nosso governo será de unidade e vai dar o melhor de si.
Bachelet e Moon também estiveram no programa de auditório, conduzido pelo popular apresentador chileno Don Francisco. Shakira e o cantor Juanes, os dois muito populares na América hispânica, fizeram participações por meio do telefone.
O dinheiro vai às vítimas do terremo de 8,8 graus, que matou mais de 800 pessoas. Até agora, 452 corpos foram identificados. Cerca de dois milhões estão desabrigados e 500 mil imóveis foram destruídos.
Perdas podem bater os R$ 54 bilhões
A magnitude das perdas econômicas torna impossível quantificar o desastre, embora empresas americanas especializadas em estimativas de risco calculem que os danos ocasionados pelo terremoto podem chegar a US$ 30 bilhões (R$ 54 bilhões).
A destruição foi ainda maior por causa do tsunami, que chegou ao litoral chileno sem o aviso da Marinha do país ao Escritório Nacional de Emergência (Onemi). Enormes ondas atingiram inúmeras localidades litorâneas das regiões de Maule e Bío-Bío e as arrasaram, com um balanço até agora incerto do número de mortos e desaparecidos, já que o mar começou a devolver alguns corpos a partir da última quinta-feira.Horas depois do tremor, cidades como Concepción, Santiago e Talca passaram por saques e outros atos de vandalismo que obrigaram a presidente chilena, Michelle Bachelet, a decretar estado de exceção em Maule e Bío-Bío, que ficaram sob toque de recolher durante a noite e boa parte do dia.
Além de críticas ao funcionamento dos planos de segurança, o terremoto também despertou a solidariedade internacional. Enquanto os chilenos começavam a se organizar para socorrer os desabrigados pelo terremoto, líderes internacionais chegaram ao país com uma mensagem de condolência e solidariedade e toneladas de ajuda humanitária.
Novo presidente terá de reconstruir o país
A reconstrução levará pelo menos quatro anos, reconheceu Bachelet, enquanto seu sucessor, Sebastián Piñera - que assume a Presidência na próxima quinta-feira - afirmou que seu mandato "não será o do terremoto, mas o da reconstrução".
O Chile faz as contas para saber quanto custará para ficar de pé novamente e espera que a catástrofe não afete muito sua capacidade de recuperação da recente crise econômica. Apesar do desastre, especialistas mantêm praticamente sem variação suas previsões de recuperação para a economia chilena neste ano e revisaram ligeiramente em baixa a estimativa de crescimento, de 5,4% para 5%.
A reconstrução exigiria muitos recursos. Analistas calculam que será necessário um aumento do gasto público de US$ 5 bilhões além do orçamento. Além da contribuição do Estado, os chilenos querem contribuir para reerguer as casas, escolas e fábricas destruídas.
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