27 de Maio de 2012
Regime sírio acusa grupo terrorista pela morte de 28, mas exército livre culpa governo

O regime sírio considera que é vítima de uma injusta campanha internacional lançada por países árabes e ocidentais, os quais acusou neste sábado (11) de serem cúmplices dos autores do duplo atentado de Aleppo, que na sexta-feira matou 28 pessoas.
A mensagem está na carta divulgada pela agência de notícias oficial síria Sana destinada ao secretário-geral da ONU e aos responsáveis da Liga Árabe, do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da Organização de Cooperação Islâmica.
No documento, o Ministério das Relações Exteriores sírio denuncia que o crime foi cometido por "pessoas apoiadas por nações árabes e ocidentais", mas não citou nomes, como o objetivo de abalar a segurança do país e da população.
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Na sexta-feira, 28 pessoas morreram e 235 ficaram feridas no duplo atentado com carros-bombas contra duas sedes da Agência de Inteligência da Polícia Militar e das tropas de choque de Aleppo, a segunda cidade da Síria. Imediatamente depois, o regime acusou "grupos terroristas" pela agressão. O mesmo fez o Exército Livre Sírio (ELS), formado por militares desertores, que culpou as autoridades pelas explosões, embora tenha assumido a responsabilidade do ataque com armas leves prévio às explosões.
O Ministério das Relações Exteriores sírio acusa "estados da região de liderar uma campanha de mobilização regional e internacional contra a Síria com argumentos humanitários. Como defende o governo sírio, esses países abrigam grupos terroristas armados que matam inocentes para alcançar suas metas destrutivas".
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