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publicado em 13/01/2010 às 14h38: atualizado em: 13/01/2010 às 15h12

Situação no Haiti piora e 8.000 pessoas estão refugiadas em ONG brasileira, dizem estudantes

Alunos da Unicamp relatam terem visto tiroteios, saques e feridos nas ruas

Rafael Sampaio e Amanda Polato, do R7

Em e-mail a amigos e colegas, Daniel Felipe Quaresma dos Santos, 24, estudante de ciências sociais da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), diz ter visto dezenas de pessoas mortas e gravemente feridas nas ruas de Porto Príncipe após o terremoto que atingiu o Haiti nesta terça-feira (12).

Outro aluno da Unicamp, Werner Garbers Elias Pereira, afirma que a situação no país está se complicando. Houve tiroteios, saques e brigas por comida nesta quarta-feira (13). O relato do jovem, que também está no país, foi publicado no blog do grupo de pesquisa.

- Torcemos para que as tropas já presentes no Haiti e outras que devem ser enviadas imediatamente não demorem a agir no seio da população, orientando-a na organização do socorro, antes que tal população tenha um acúmulo ainda maior de frustração e de pânico.

O estudante ressalta que tudo está acontecendo sem que ele tenha visto muitos tanques, carros ou oficiais da ONU (Organização das Nações Unidas) nas ruas, nesses momentos de tensão.

Santos e Pereira estão no Haiti desde o dia 31 de dezembro para fazer uma pesquisa em campo. O grupo soube que as tropas estavam removendo os escombros do Hotel Montana, um dos estabelecimentos da cidade.

Santos informa que o grupo de pesquisa está estocando comida e água em território haitiano. Há cerca de 8.000 pessoas refugiadas na sede social da ONG Viva Rio em Porto Príncipe esperando ajuda, afirma o estudante:

- Realmente não sabemos o que fazer, não temos muitos meios [de ajudar]. Esperamos isso do Exército ou da Polícia Nacional haitiana.

A Viva Rio confirma o número de refugiados. Segundo entidade, 18 pessoas estão trabalhando em Porto Príncipe para ajudar os desabrigados, na sede da ONG.

A situação na cidade era de caos e histeria geral depois do abalo sísmico, de acordo com Santos:

- Tivemos muitos pequenos tremores durante a noite, dormimos mal e do lado de fora da casa onde estamos hospedados (...). Os gritos [dos feridos] continuam nas ruas sem cessar. Continuaram toda a noite. As pessoas rezam, gritam raivosas e choram.

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O terremoto de 7 graus na escala Richter pegou de surpresa também os policiais. Vários foram feridos com o terremoto, segundo o estudante:

- A polícia tentava se salvar nesse momento [do terremoto], eles foram feridos também. Há casas destruídas e muita histeria.

O jovem afirma que o grupo de pesquisa está entrando em contato com o Exército Brasileiro para auxiliar na remoção dos escombros e outras situações em que for necessário.

 

 *Colaborou Andréa Sadi, do R7

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