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publicado em 13/01/2010 às 13h49:

Sobe para 11 o número de
militares brasileiros mortos no Haiti

Tremor também matou a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança

Do R7

As Forças Armadas do Brasil divulgaram no início da tarde desta quarta-feira (13) que o número de militares brasileiros mortos em consequência do terremoto que atingiu o Haiti ontem subiu para 11, incluindo o coronel Emilio Carlos Torres dos Santos, do gabinete do Comandante do Exército, com sede em Brasília.

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O maior terremoto no Haiti em 200 anos também matou a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, que estava  no Haiti para ministrar uma palestra. A brasileira caminhava em uma rua da capital haitiana Porto Príncipe na hora do tremor e foi atingida por destroços de um prédio que desabou. Outros sete militares brasileiros estão feridos. E são sete desaparecidos. 

O Comando do Exército divulgou o nome dos militares brasileiros mortos. Sete deles faziam parte do 5º Batalhão de Infantaria Leve, de Lorena (SP): primeiro-tenente Bruno Ribeiro Mário, segundo-sargento Davi Ramos de Lima, segundo-sargento Leonardo de Castro Carvalho, cabo Douglas Pedroti Neckel, cabo Washington Luis de Souza, cabo Washington Luis de Souza Seraphin, soldado Tiago Anaya Detimermani e soldado Antonio José Anacleto.

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Dois militares, o cabo Ari Dirceu Fernandes Júnior e o soldado Kleber da Silva Santos, eram do 2º Batalhão de Infantaria Leve de Santos. O subtenente Raniel Batista de Camargos, do 37º Batalhão de Infantaria, em Lins (SP), também morreu devido a desabamento provocado pelo terremoto.

O tenente-coronel Emilio Carlos Torres dos Santos, do Gabinete do Comandante do Exército em Brasília também morreu. Ele estava a serviço da Minustah, a força de paz da ONU no país que é liderada pelo Brasil. O país mantém 1.266 homens por lá, de um total de cerca de 7.000.

O tremor, cujo epicentro foi registrado a apenas 16 km de Porto Príncipe, foi particularmente desastroso, segundo especialistas, porque ocorreu a pouca profundidade (10 km). O R7 perguntou a especialistas se o fenômeno natural poderia estar ligado aos terremotos registrados no Rio Grande do Norte, mas uma eventual relação foi descartada.

Tremor derrubou palácio presidencial

O terremoto de 7 graus na escala Richter deixou a capital Porto Príncipe em escombro. Destruiu o palácio presidencial, diversos prédios governamentais, além de hospitais e escolas.

Testemunhas que estão no país relatam um cenário de horror. A italiana Fiammetta Cappellini, representante no Haiti da organização humanitária Avsi, se abrigou na Embaixada do Brasil para sobreviver ao tremor de terra de 7 graus na escala Richter que atingiu o país caribenho na tarde de ontem. Ela disse à Ansa que o panorama na capital Porto Príncipe "é devastador". 

- É possível ouvir dos escombros os gritos de ajuda de quem ficou soterrado, e seus parentes estão impacientes, desesperados. 

O coordenador da ONG Viva Rio André D’Ávila, carioca de 31 anos, que está no país descreveu como "caótica" a situação da capital do Haiti, Porto Príncipe, depois do terremoto de ontem.

— O clima é de tristeza. As pessoas estão nas ruas, umas gritando desesperadas e outras cantando e rezando. No nosso centro comunitário já tem mais de 3000 pessoas desabrigadas. O clima é de medo e a população não tem ajuda para retirar os destroços.

Ministro da Defesa viaja ao país

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, embarcou nesta quarta-feira (13) para Belém, de onde aguardará autorização para ir até o Haiti. A escala foi feita em função de vistorias no aeroporto de Porto Príncipe para constatar se a pista de pouso e aterrissagem havia sido danificada pelo tremor. A pista já foi liberada.

O Brasil também anunciou ajuda em dinheiro para o Haiti no valor de R$ 17,3 milhões (US$ 10 milhões), o mesmo anunciado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Os brasileiros também prometeram ajudar mais do que a União Europeia (EU), que se comprometeu a enviar R$ 7,5 milhões (3 milhões de euros).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse consternado com a situação do país. O Brasil ainda vai enviar 14 toneladas de alimentos, doadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

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