11 de Fevereiro de 2012
Equipe de rúgbi teve de recorrer ao canibalismo para sobreviver a desastre aéreo

Ex-jogadores de rúgbi uruguaios que sobreviveram 72 dias isolados nos Andes em 1972 chegam neste sábado (4) à mina San José, na região norte do Chile, para apoiar o grupo de mineiros preso há 30 dias a 700 metros de profundidade.
Um membro da equipe de resgate disse que os uruguaios vão conversar com os familiares e com os mineiros para dar seu apoio e explicar a experiência de sobrevivência em uma situação extrema.
- Antes, um psicólogo vai conversar com os uruguaios para explicar a situação.
Carlos Paez, um dos 16 uruguaios que sobreviveram ao que ficou conhecido como o "milagre dos Andes", disse em Montevidéu que os enviados são José Luis Inciarte, Ramón 'Moncho' Sabella e Gustavo Zervino.
Outro sobrevivente, Pedro Algorta, já está no Chile.
Em 13 de outubro de 1972 um avião uruguaio caiu na Cordilheira dos Andes com 45 passageiros, em sua maioria membros de um time de rúgbi que viajava ao Chile para disputar uma partida.
Os sobreviventes não tiveram alternativa a não ser se alimentar dos companheiros mortos, até que dois jovens do grupo conseguiram cruzar a pé as montanhas e pedir ajuda.
A experiência extrema - que gerou um livro e um filme com o título Vivos - voltou a ser lembrada com a tragédia dos 33 mineiros chilenos.
Um desabamento na jazida em que o grupo trabalhava deixou os 33 trabalhadores presos em 5 de agosto dentro da mina de Copiapó, a 800 km ao norte de Santiago.
Os mineiros só foram localizados, todos vivos, depois de 17 dias. As autoridades chilenas trabalham agora no resgate, que pode demorar quatro meses.

Uruguaios sobreviventes da tragédia dos Andes posam para foto perto da mina San José (Hector Retamal/AFP)
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