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R7
publicado em 06/03/2010 às 13h25:

Sobreviventes do terremoto
no Chile ainda esperam ajuda

Moradores da região de Dichato, atingida por tsunamis, estão sem água e comida

Reuters

Muitos sobreviventes ainda esperam pela ajuda governamental neste sábado (6), na região centro-sul do Chile, uma semana após um dos piores terremotos já registrados matar centenas de pessoas.

Sem teto e desesperados, eles expressam raiva e frustração em relação ao modo como a presidente Michelle Bachelet, em fim de mandato, vem respondendo ao desastre. Dizem que o governo agiu muito lentamente depois do tremor de 8,8 graus na escala Richter.

Fernando Valenzuela, de 44 anos, que está vivendo com sua mulher em um acampamento de 42 pessoas na pequena cidade de Dichato, perto do epicentro do sismo, critica:

- Houve um terremoto de desorganização no governo nacional e local.

A área no entorno de Dichato foi devastada por tsunamis desencadeados pelo tremor. As ondas gigantes jogaram grandes navios até 2 km terra adentro. Aviões cargueiros aterrissam a cerca de 30 km da área, levando água, alimentos e alojamentos, mas a ajuda ainda não chegou a alguns acampamentos.

Muitos sobreviventes indignados dizem não ter sido alertados sobre os tsunamis, que se formaram horas depois do sismo. A Marinha do país admitiu que seu sistema de alerta falhou e demitiu o encarregado da unidade de avisos sobre catástrofes.

Foi apenas um de uma série de erros graves. O governo está revisando a cifra de mortos depois que as autoridades incluíram nas listas dezenas de desaparecidos que estavam vivos.

Nesta sexta-feira (5), o governo disse ter computado 452 mortos, sem especificar o número de corpos não identificados ou de pessoas desaparecidas. Antes da revisão, o número de vítimais fatais superava 800.

O presidente recém-eleito, Sebastián Piñera, que tomará posse em 11 de março, prometeu reavaliar o Escritório Nacional de Emergências do Chile, conhecido como Onemi.

Grande parte da imprensa critiou Michelle Bachelet por não ter enviado tropas imediatamente às ruas depois do terremoto. O Chile é considerado o país mais desenvolvido da América Latina, por sua economia estável e serviços sociais.

Ivan González Ruiz, proprietário de uma padaria saqueada na cidade portuária de Talcahuano, disse que a presidente esperou demais para restaurar a ordem.

Alguns sentem que Bachelet, que é socialista, estava relutante em encerrar seu mandato com os militares patrulhando as ruas porque isso lembraria as imagens da ditadura brutal de Augusto Pinochet (1973-1990).

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