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publicado em 28/11/2010 às 07h45: atualizado em: 28/11/2010 às 10h50

Socorro lento pode levar Haiti ao caos na saúde

Agilizar ajuda internacional é o maior desafio para conter o surto do cólera

Paula Resende, do R7


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As constantes notícias sobre a calamidade na saúde pública do Haiti – país que passa por eleições presidenciais neste domingo (28) – ainda não foram suficientes para sensibilizar a comunidade internacional em busca de ajuda e recursos financeiros. Com o socorro lento, mais de 1.600 pessoas já morreram e 72 mil foram hospitalizadas por conta do cólera.

Haiti elege presidente em tempos do cólera

Urnas já estão abertas no país

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) diz que falhas para aplicar medidas de prevenção estão minando os esforços para controlar a epidemia.

Já a ONU (Organização das Nações Unidas) informou, na última sexta-feira (26), que só recebeu R$ 24 milhões (US$ 19 milhões) do total de R$ 283 milhões (US$ 164 milhões) necessários para o combate da doença no Haiti, e lamentou a reação fraca dos países doadores.

Apesar da grande presença de organizações internacionais, a resposta ao cólera não tem sido insuficiente para atender às necessidades da população. Se a situação não tiver considerável melhora, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que o número de coléricos chegue a 200 mil em três meses, e a 400 mil em menos de um ano, esboçando uma situação catastrófica.

Cólera é fácil de combater

O pessimismo dos números contrasta com a facilidade de combater a contaminação e as complicações do cólera, ressalta Caroline Segundo, coordenadora de emergência médica de MSF.

- Pode ser uma novidade para o Haiti, mas as formas de prevenir e tratar a doença estão estabelecidas há muito tempo. Sem um aumento imediato da ajuda, nós sozinhos não podemos conter esse surto.

Basicamente, para evitar a epidemia deveriam ser fornecidos água clorada e sabão para as comunidades afetadas e em risco de contaminação – materiais baratos e de fácil transporte. Além disso, é importante remover resíduos, principalmente as fezes, dos doentes com segurança e assegurar a remoção e sepultamento adequado dos corpos.

Desde o início da epidemia, o MSF criou mais de vinte Centros de Tratamento do Cólera (CTC) na capital, Porto Príncipe, na região de Artibonite, e no norte do Haiti. As equipes da organização estão trabalhando exaustivamente e já trataram mais de 16,5 mil pessoas desde 22 de outubro (até o dia 14 novembro).

Clique aqui e entre em um CTC, igual aos instalados no Haiti. Veja também um vídeo cedido pelo MSF mostrando os bastidores dos atendimentos médicos no país.

 

 

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