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27 de Maio de 2012

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publicado em 31/01/2012 às 12h53:

Suprema Corte britânica examina último recurso
contra a extradição de Julian Assange

Fundador do WikiLeaks pode ser extraditado para a Suécia por crimes sexuais

AFP, com o R7


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O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, comparecerá a partir desta quarta-feira (1º) à Suprema Corte britânica para o julgamento do último recurso que resta ao Reino Unido contra sua extradição à Suécia, onde ele é suspeito de quatro crimes de agressão sexual.

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A maior instância judicial britânica admitiu o recurso no dia 16 de dezembro, ao considerar que o caso do hacker australiano levantava uma questão jurídica de "interesse geral", para saber se um promotor tem a autoridade para requerer uma extradição, como ocorreu no caso de Assange.

A decisão, no entanto, não será conhecida imediatamente. A Suprema Corte leva cerca de 10 semanas para emitir seu veredicto por escrito, embora neste caso os juízes estejam conscientes de que as partes envolvidas pediram que o processo, iniciado há 14 meses, seja julgado com rapidez.

Assange ainda pode recorrer à Corte de Direitos Humanos

Se a decisão for contra Assange, o fundador do WikiLeaks – site especializado no vazamento de documentos confidenciais – ainda poderá recorrer perante a Corte Europeia de Direitos Humanos de Estrasburgo (na França), que terá um prazo de 14 dias para aceitar ou rejeitar o caso.

"Se confirmar que não aceita o caso será o fim deste assunto" e Assange será extraditado, considerou a promotoria britânica. Se aceitar, "instruirá o governo britânico de que não deve entregá-lo à Suécia enquanto considera o recurso", acrescentou em seu site.

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Isso significa que Assange ainda pode permanecer vários meses na mansão situada a 200 km de Londres, na qual vive praticamente recluso desde que foi libertado sob fiança e com estritas condições no dia 16 de dezembro de 2010.

Assange foi detido nove dias antes em virtude de uma ordem emitida por um promotor sueco - e não por um tribunal, como costuma ocorrer -, para interrogá-lo por quatro supostos crimes de agressão sexual, incluindo um estupro, denunciados por duas mulheres.

Embora admita ter mantido relações consentidas com ambas, o ex-hacker sempre negou as supostas agressões e sustenta que o caso está politicamente motivado, após a divulgação de milhares de documentos confidenciais da diplomacia americana e documentos secretos sobre as guerras de Iraque e do Afeganistão em seu site WikiLeaks, hoje inativo.

 
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