3.11.2009/AFPManifestantes tchecos pedem que a Suprema Corte do país não autorize a aprovação do Tratado de Lisboa; com a decisão, os juízes dão sinal verde para uma das maiores transformações da União Europeia desde sua fundação
12 de Fevereiro de 2012
Acordo vai criar cargo de "presidente europeu", com mudanças profundas à União Europeia
O documento ainda precisa ser assinado pelo presidente tcheco, Václav Klaus, que é contra o tratado. Como o acordo já havia sido aprovado pelo Parlamento checo, Klaus tentou atrasar a assinatura consultando a Suprema Corte. Para entrar em vigor, o Tratado de Lisboa precisa ser aprovado pelos 27 países do bloco - a República Theca era o último país que faltava dar o aval ao documento.
O Tratado de Lisboa vai servir como uma espécie de "Constituição" para a União Europeia.
O acordo traz mudanças profundas na estrutura do bloco, como a criação do cargo de presidente do Conselho Europeu e o do Alto Representante para a Política Exterior e de Segurança Comum, uma espécie de ministro das Relações Exteriores europeu.
Os líderes europeus ainda não decidiram qual será o perfil do "presidente" do bloco. Alguns querem um político com perfil discreto, para não ofuscar os atuais presidentes e primeiros-ministros. Outros preferem um "líder forte", que seja reconhecido como o representante da Europa.
Com a criação do novo super cargo no horizonte já começaram a aparecer candidatos para a "Presidência europeia". O primeiro deles foi o ex-premiê britânico Tony Blair, que na semana passada viu sua candidatura ruir depois que membros de partidos socialistas do continente lhe recusaram apoio.Eficiência
O objetivo do Tratado de Lisboa é dar mais eficiência à União Europeia. Atualmente, a aprovação de novas normas precisa da aprovação de dois terços do Parlamento Europeu. Com o novo acordo vai bastar a maiora simples (de metade dos votos mais um) para que muitas decisões ganhem validade.
O tratado foi a forma que os europeus encontraram para substituir ao fracassado projeto da "Constituição da Europa", que chegou a ser escrita em 2003, mas que foi reprovada em referendo pelos franceses e holandeses.
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