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publicado em 01/11/2010 às 17h45:

Tea Party une radicais contra Obama

Grupo ultraconservador tem como principal ícone a ex-governadora Sarah Palin

Osmar Freitas Jr., do R7 em Nova York


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A mais poderosa força política conservadora atualmente nos Estados Unidos é trupe de tragicomédia. A começar pelo nome: Tea Party. No Brasil, traduziu-se o nome da sigla como “Partido do Chá”. Trata-se de péssima interpretação. “Party”, em inglês, pode significar partido, festa ou grupo. No caso, ao pé da letra, não é nada disso.

Trata-se de um punhado de grupos diferentes, que por vezes lutam por interesses diferentes, mas que estão unidos pelo desprezo, ou ódio, ao poder tradicional e estabelecido. Algo como aquele ditado espanhol: “Se hay gobierno, soy contra!” (se há governo, sou contra).

Conheça as ideias polêmicas de políticos do Tea Party

O nome de batismo é uma referência a uma revolta de colonos americanos contra a coroa inglesa que os governava. Irados com aumentos de impostos sobre o preço do chá, em 1773, cidadãos brancos vestiram-se de índios, invadiram navios no porto de Boston e jogaram o produto no mar. O incidente ficou conhecido como “Boston Tea Party” (Festa do Chá de Boston) e serviu de estopim para a revolução de independência americana.

A enciclopédia virtual Wikipedia anota o ano de 2009 como a data de nascimento do grupo radical Tea Party. Na verdade, o time ultraconservador surgiu muito antes disso. Seu parto, induzido, deu-se ainda durante a campanha presidencial de 2008. Os obstetras foram os marqueteiros do candidato republicano John McCain. Decidiram remediar o pouco apelo de seu cliente junto às franjas radicais da direita americana, transformando um senador que era tido, até então, como moderado, num reacionário incendiário.

A nova fantasia vestia mal no perfil de McCain, mas seus marqueteiros procuravam fazer ajustes necessários em ações paralelas de cabos eleitorais de grupos militantes extremados. O tom do discurso e as iniciativas agressivas foram subindo à medida que desciam os percentuais de intenções de votos para o candidato nas pesquisas. No desespero, lançou-se na arena - para o cargo da vice-presidência- uma governadora sexy, comunicativa e desconhecida: Sarah Palin, do Alasca.

Foi amor à primeira vista entre os radicais direitistas e aquela beldade desbocada, sempre disposta a jogar carne fresca às feras raivosas republicanas. Palin, viu-se depois, ajudou na derrota de seu partido. Mas em compensação ganhou adeptos capazes de lhe dar o comando de uma nova agremiação, ainda que esta esteja atrelada, por enquanto, à sigla republicana.

Tea Party é um saco de gatos

Em meio a essa colcha de retalhos de grupos de interesse, estão desde neonazistas - propondo aniquilação ou exílio de negros, latinos, asiáticos e judeus - até seitas judaicas ortodoxas com propostas contra os homossexuais, antiaborto e por maior interferência religiosa na esfera do Estado.

Há quem pense que o presidente Barack Obama faz parte de uma máfia secreta muçulmana, disposta a transformar os Estados Unidos da América em uma nação islâmica. E, ainda, gente imaginando que perderá seu direito de portar armas de fogo, caso Washington continue sob comando democrata.

Mas o que une a gritaria desses radicias é mesmo a questão do pagamento de impostos e como o dinheiro dos contribuintes será aplicado. Grita-se com mais fúria contra o plano de salvação da indústria financeira (depois da crise de 2008, criada sob as vistas do presidente George W. Bush, e cujo gasto já foi quase todo devolvido). Berram também em protesto contra a escalada da dívida interna e uma suposta inclinação ao socialismo.

Com isso, darão maioria aos republicanos em governos de Estados, na Câmara dos Representantes, e chegarão perto disso no Senado. Mas ainda estarão longe dos dois terços necessários para mudar a Constituição. E, sem esse poder, haverá duas opções: aumento da raiva contra o governo, ou dispersão.

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