Um abaixo-assinado na internet começou a coletar assinaturas nesta quarta-feira (7) pedindo a renúncia do ministro da Cultura da França, Frédéric Mitterrand. Em um autobiografia publicada em 2005, o político conta que "pagou por garotos", segundo uma reportagem publicada nesta quinta-feira (8) no jornal britânico The Guardian.
Na livro "A vida má", Mitterrand diz que, numa viagem que fez a Tailândia, ele teve "o hábito de pagar por garotos". Ele escreveu sobre a atração que sentia pelos meninos de programa, apesar de saber dos "sórdidos detalhes" do turismo sexual.
- Todos esses rituais do mercado dos garotos de programa, o mercado dos escravos me excitava enormemente... a abundância de garotos superatraentes e disponíveis imediatamente me puseram num estado de desejo - diz o texto.
Mitterrand, que é sobrinho do ex-presidente socialista François Miterrand, já havia causado polêmica ao integrar o governo conservador de Nicolas Sarkozy. Sua nomeação foi uma jogada política do chefe de Estado francês para dar um ar mais moderno ao seu gabinete, já que Miterrand é gay e era um apresentador de TV conhecido, além de ser militante dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros).
Nos últimos dias, ele causou ainda mais polêmica, ao se transformar num árduo defensor do cineasta polonês Roman Polanski, preso na Suíça por ter fugido de uma condenação por pedofilia nos Estados Unidos. Nesta quarta, o líder da extrema direita Jean-Marie Le Pen pediu publicamente a sua renúncia e deu início ao abaixo-assinado.