10.mar.2010/David Furst/AFP PhotoO vice-presidente dos EUA, Joe Biden (esq.), encontra o presidente a Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, em Ramala, nesta quarta-feira
27 de Maio de 2012
Anúncio de novas construções na Cisjordânia constrangeu Joe Biden, que visita Israel

Em Jerusalém, o ministro do Bem-Estar israelense, Isaac Herzog, pediu desculpas pelo "verdadeiro constrangimento" causado a Biden nesta terça-feira (9) pela notícia da construção de casas em uma área da Cisjordânia anexada por Israel à cidade.
Biden, que estava em Jerusalém na hora do anúncio, condenou o projeto, que marcou de forma negativa a visita, inicialmente focada em tranquilizar Israel quanto ao compromisso do governo de Barack Obama em proteger o Estado judeu contra a eventual ameaça nuclear iraniana.
O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, disse a Biden em encontro na Cisjordânia:
- Este é um momento de grande desafio ao esforço dos Estados Unidos para fazer o processo político ser retomado.
Fayyad afirmou que a decisão israelense é "certamente nociva" e "definitivamente solapa a confiança nas perspectivas de paz."
Assessores do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, dizem que ele foi apanhado de surpresa pelo anúncio do projeto, feito pelo Ministério do Interior, que está sob controle do partido religioso-nacionalista Shas.
Os palestinos, que passaram meses exigindo a paralisação completa da ampliação dos assentamentos como pré-requisito para a retomada das negociações, abandonadas desde dezembro de 2008, aceitaram nesta semana participar de um diálogo indireto, sob mediação dos Estados Unidos. Ainda não há data, local e nem pauta definida para esse processo.O negociador palestino, Saeb Erekat, disse que o presidente Mahmoud Abbas pediria a Biden que pressione Israel a revogar a decisão sobre a construção das novas casas para colonos.
Em novembro de 2009, Netanyahu determinou um congelamento de dez meses na expansão dos assentamentos da Cisjordânia, mas isso não inclui áreas anexadas ao município de Jerusalém sem o consentimento internacional.
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